Cafeicultores de Afonso Cláudio e Castelo são os campeões do 10º Prêmio Pio Corteletti
Os cafés especiais produzidos nas montanhas do Espírito Santo por cooperados da Coopeavi fizeram novos campeões na 10ª edição do Prêmio Pio Corteletti- Arábica e Conilon Especial. Os vencedores foram anunciados na noite desta sexta-feira (18) em transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da cooperativa.
O produtor Marcos Antonio Tomazini, de Bateia, município de Castelo, alcançou a melhor nota na categoria Arábica (88 pontos) e faturou R$ 4.000,00. Em 2º e 3º lugares ficaram Sivanius Kutz (87,54), de Barra Encoberta (Itarana), e Edilio Soares de Paula (86,82), de Rancho Dantas (Brejetuba), com prêmios em dinheiro nos valores de R$ 2.000,00 e R$ 1.500,00, respectivamente.
Na categoria Conilon, o ganhador é Aerton Garbrecht, de Alto Lagoa (Afonso Cláudio), com café de 84,61 pontos. Já Giovanio Cesar Sering, de Alto Santa Joana (Itarana) classificou em 2º lugar e amostra com apenas 50 décimos de diferença da primeira (84,11). Já a 3ª colocação ficou com Zenomar Zandonadi (83,96), de Ribeirão do Costa, também em Afonso Cláudio. Vale lembrar que o campeão em 2019 de Conilon foi também um cafeicultor do município. A premiação aos vencedores foi a mesma do Arábica.
O Pio Corteletti é uma realização da Copeavi e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/ES) com apoio do Sistema OCB/ES. O concurso tem por objetivo identificar, incentivar e premiar os melhores cafés das espécies arábica e conilon produzidos no Espírito Santo como forma mais eficaz de conquista de novos mercados e atender à crescente demanda por produto com qualidade superior. A 10ª edição do Prêmio teve 140 amostras inscritas, sendo 29 finalistas.
Para o degustador coordenador da unidade de café da Coopeavi, a Pronova, Carlos Altoé, 2020 foi um ano muito bom para a produção de cafés especiais, considerando o grande volume e a alta produtividade no Estado, porém difícil em função da pandemia da Covid-19. “Muitos produtores nem tiveram colaboradores para ajudá-los na colheita, mas conseguiram fazer esse ‘cafezão’. É um mérito a mais que devemos aos nossos cafeicultores”, diz.
Ao longo das últimas dez edições, a qualidade dos cafés dos associados foi melhorando, avalia Altoé. “A cada ano tem um ou outro produtor que vem surpreendendo, buscando novas ferramentas e novos processos. A tendência é que ano que vem esse quadro vai melhorar ainda mais”.
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