Café tem dia de valorização em NY, Londres e BR; queda do dólar deu suporte aos preços nesta 5ª

A queda do dólar ante ao real deu suporte para o mercado futuro do café arábica nesta quarta-feira (10). Os principais contratos fecharam o pregão com altas de, pelo menos, 400 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
"Uma valorização do real brasileiro gerou cobertura de posições vendidas no mercado futuro de café hoje", destacou análise do site internacional Barchart.
Março/21 teve alta de 400 pontos, valendo US$ 121,05 cents/lbp, maio/21 registrou valorização de 405 pontos, negociado por 122,85 cents/lbp, julho/21 registrou alta de 400 pontos, negociado por 124,35 cents/lbp e setembro/21 teve valorização de 395 pontos, valendo 125,80 cents/lbp.
"Uma "tempestade perfeita" se abateu sobre o dólar no mercado brasileiro nesta quinta-feira, com a moeda norte-americana fechando no menor patamar desde junho e aproximando-se do suporte psicológico de 5 reais, puxada por forte ajuste de posições pró-Brasil num contexto de esperanças sobre reformas locais e de mais ingresso de fluxo estrangeiro", destacou a análise da agência Reuters.
Ainda de acordo com a publicação, a sinalização do Banco Central de que o ciclo de cortes da Selic caminha para um fim, o salto nos preços das commodities e a confirmação pelo BC de que dará saída parcial ao mercado na esteira do desmonte do overhedge minaram qualquer demanda pela moeda norte-americana nesta sessão.
As cotações no mercado futuro voltam a operar no campo positivo, após as exportações brasileiras pressionarem os preços no último pregão. "Os preços do café no início desta semana foram negociados na defensiva. A CeCafe informou na quarta-feira que as exportações brasileiras de café em novembro saltaram + 36%, o maior volume já registrado em qualquer mês", disse a publicação internacional.
As previsões do tempo continuam positivas para a recuperação das lavouras brasileiras, indicando bons volumes de chuvas para Minas Gerais. Após um longo período de tempo seco e temperaturas elevadas, as chuvas começam a se regularizar nas principais áreas de produção do país. As chuvas, com três meses de atraso, no entanto, não recuperam as perdas para a safra 21 Brasil, mas iniciam o processo de recuperação. Especialistas já dão as baixas para o ano que vem como certas, apesar de não ser possível quantificar o impacto neste momento.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon acompanhou o movimento e também encerrou com altas. Janeiro/21 teve alta de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1326, março/21 teve alta de US$ 17 por tonelada, negociado por US$ 1351, maio/21 subiu US$ 17 por tonelada, negociado por US$ 1364 e julho/21 encerrou com alta de US$ 16 por tonelada, valendo US$ 1380.
No Brasil, o mercado físico também registrou valorização nas principais praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,38%, valendo R$ 602,00 em Guaxupé/MG. Varginha/MG registrou alta de 1,65%, negociado por R$ 615,00, Campos Gerais/MG teve alta de 0,85%, negociado por R$ 594,00 e Franca/SP teve valorização de 1,67%, valendo R$ 610,00.
O tipo cereja descascado teve alta de 2,50% em Guaxupé/MG, valendo R$ 655,00. Campos Gerais/MG teve alta de 0,77%, negociado por R$ 645,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 0,76%, valendo R$ 650,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 640,00 e Varginha/MG manteve o valor de R$ 680,00.
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