Café: Exportação recorde pressiona e NY, Londres e Brasil finalizam com baixas nesta 4ª

O mercado futuro do café arábica encerrou o pregão desta quarta-feira (9) com quedas acima de 200 pontos para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Março/21 teve baixa de 220 pontos, valendo 117,05 cents/lbp, maio/21 encerrou com baixa de 215 pontos, negociado por 118,80 cents/lbp e julho/21 teve queda de 210 pontos, valendo 120,35 cents/lbp.
O mercado voltou a registrar variações negativas após os dados das exportações brasileiras serem divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). "Um aumento na oferta de café do Brasil está pesando sobre os preços depois que a CeCafe informou hoje que as exportações de café verde do Brasil em novembro saltaram + 36% a / a para 4,0 milhões de sacas, o maior volume de todos os meses", destacou o site internacional Barchart em sua análise diária.
O Brasil exportou 4,3 milhões de sacas de café em novembro deste ano, considerando a soma de café verde, solúvel e torrado & moído. O volume embarcado representa um aumento de 32,2% em relação a novembro de 2019 e se destaca como um novo recorde em exportações do produto para o mês, além do segundo maior embarque mensal deste ano.
No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e encerrou com quedas nas principais praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 1,51% em Guaxupé/MG, valendo R$ 588,00, Poços de Caldas/MG teve desvalorização de 0,83%, negociado por R$ 595,00, Patrocínio/MG teve baixa de 0,84%, valendo R$ 590,00, Varginha/MNG registrou queda de 2,42%, valendo R$ 605,00, Campos Gerais/MG encerrou com baixa de 1,67%, valendo R$ 589,00 e Franca/SP manteve a estabilidade por R$ 600,00.
O tipo cereja descascado teve queda de 0,16% em Guaxupé/MG, valendo R$ 639,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 0,76%, valendo R$ 655,00, Patrocínio/MG registrou queda de 0,78%, valendo R$ 640,00 e Campos Gerais/MG teve queda de 1,52%, valendo R$ 649,00.
O café tipo conilon, na Bolsa de Londres, também foi pressionado pelas exportações e encerrou quedas técnicas para as principais referências. Janeiro/21 teve baixa de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1312, março/21 teve baixa de US$ 11 por tonelada, valendo US$ 1334, maio/21 tinha queda de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1347 e julho/21 encerrou com queda de US$ 1364.
Os ganhos na Bolsa estão limitados desde o último pregão, depois que a ICE divulgou uma recuperação nos estoques certificados. "Subiram para uma alta de 2 mês, de 1,299 milhão de sacas, recuperando-se ainda mais da baixa de 20 anos de 1,096 milhão de sacas registrada em 5 de outubro", afirmou análise internacional do site Barchart. Já os estoques de café conilon monitorados pela ICE subiram para uma alta de 4 meses hoje, se recuperando da baixa de 4 anos de 10.808 lotes postados em 14 de outubro.
0 comentário
Café fecha semana com altas no arábica e baixas no robusta; clima no Brasil segue no radar do mercado
Foco na sustentabilidade: Produção de café na Bahia movimenta a econômia de diversas regiões
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais