Semana começa com leves baixas para o café: mercado acompanhando consumo na Covid e condições climáticas no BR

O mercado futuro do café arábica encerrou as cotações desta segunda-feira (30) com quedas técnicas para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). De acordo com análise internacional, o mercado de café voltou a ser pressionado pelas incertezas em relação ao consumo, consequência da pandemia do Coronavírus.
Março/21 teve queda de 90 pontos, valendo 123,30 cents/lbp, maio/21 teve queda de 75 pontos, valendo 125,10 cents/lbp, julho/21 encerrou com queda de 65 pontos, valendo 126,70 cents/lbp e setembro/21 encerrou com queda de 45 pontos, negociado por 128,05 cents/lbp.
"A Marex Spectron, em um relatório trimestral hoje, disse que a queda na demanda de café da pandemia aumentaria o superávit global de café em 2020/21 para 7 milhões de sacas, mais do que o dobro da projeção de agosto de 3,2 milhões de sacas", destacou a análise do site internacional Barchart.
Ainda de acordo com a publicação, as perdas foram limitadas neste mesmo pregão após a Marex informar que a demanda por café voltaria ficar aquecida com o início da vacinação contra a Covid-19. "o que tornará o mercado global de café em 2021/22 um déficit de 8 milhões de sacas", afirmou a análise.
Do lado positivo para os preços, o mercado ainda acompanha as condições das lavouras brasileiras. Na semana passada, duas estimativas de quebra deram suporte aos preços na Bolsa de Nova York. O Rabobank prevê uma quebra de 17% para o café arábica, enquanto a trader internacional Volcafe projetou uma quebra de 33% em 2021.
As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam uma mudança nos padrões do tempo em Minas Gerais apenas a partir de quarta-feira (2) quando um novo sistema de chuva deve avançar pelo sul mineiro. Até lá, todas as áreas do estado mantém condição de tempo firme e temperaturas entre 30 e 32 graus.
Os preços do café também são sustentados pela preocupação com os danos às safras e à infraestrutura do café na América Central depois que o furacão Iota, em 16 de novembro, atingiu a América Central como um furacão de categoria 4.
Segundo o Barchart, muitas estradas e pontes foram destruídas em Honduras, Nicarágua e El Salvador por inundações e deslizamentos de terra, já que os danos foram exacerbados pelo solo saturado causado pelo furacão Eta há apenas algumas semanas que devastou a América Central. "A OIC disse hoje que as perdas de café em Honduras podem chegar a 200.000 sacas devido aos danos do furacão e que os danos do furacão em outros países ainda estão sendo contabilizados", complementa a análise.
No Brasil, a segunda-feira (30) foi marcada com movimentações mistas em algumas das principais praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,80% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 620,00, Araguarí/MG teve queda de 1,56%, negociado por R$ 630,00 e Franca/SP registrou valorização de 2,40%, negociado por R$ 640,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 637,00, Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 620,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 650,00.
O tipo cereja descascado manteve a estabilidade nas principais praças. Guaxupé/MG manteve o valor de R$ 680,00, Poços de Caldas/MG manteve a negociação por R$ 685,00, Patrocínio/MG por R$ 670,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 700,00.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também finalizou com desvalorização para os principais contratos. Janeiro/21 teve queda de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 1401, março/21 teve baixa de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1405, maio/21 encerrou com queda de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 1414 e julho/21 encerrou com baixa de US$ 11 por tonelada, valendo US$ 1428.
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