Café teve semana de altas, mas finaliza pressionado e com baixas acima de 500 pontos

Após uma semana de altas mais expressivas para o mercado futuro do café arábica, a sexta-feira (20) finalizou com quedas acima de 500 pontos para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A semana foi marcada pelo furacão Iota, que atingiu toda a América Central e que deve comprometer a safras de Honduras, que está em fase de colheita.
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Dezembro/20 teve queda de 515 pontos, valendo 115,50 cents/lbp, março/21 teve baixa de 515 pontos, valendo 118,05 cents/lbp, maio/21 teve desvalorização de 510 pontos, valendo 119,95 cents/lbp e julho/21 encerrou com baixa de 505 pontos, valendo 121,60 cents/lbp.
De acordo com Eduardo Carvalhaes, analista de mercado, o dia de está sendo marcado por uma grande realização de lucros após uma semana de valorização para o café o arábica. Além disso, fatores como a alta do dólar também ajudam a pressionar as cotações.
Destaca também que o fato de ser feriado no Brasil também colabora para as baixas. "Parte dos brasileiros estão ausentes nas operações hoje e isso também pode ajudar nas baixas, além de ser o último dia de rolagem para o contrato de dezembro", comenta.
De acordo com análise do site internacional Barchart, os preços do café voltaram a cair após os estoques da ICE registrarem novas altas. " Os estoques de café arábica monitorados pela ICE aumentaram para 1,23 milhões de sacas na quinta-feira, se recuperando da baixa de 20 anos de 1.096 milhões de sacas postada em 5 de outubro", afirma a publicação.
Conforme indicou o Conselho Nacional do Café (CNC) no balanço semanal, em relação ao clima, no Brasil, mesmo com o retorno das chuvas no cinturão cafeeiro, alguns agentes afirmam que o clima quente e seco de agosto e setembro já ocasionou perdas irreversíveis para a safra 2021, mesmo ainda sendo cedo para a apuração dessa quebra.
O mercado físico brasileiro acompanhou o exterior e finalizou o dia com desvalorização nas principais praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 4,69% em Araguarí/MG, valendo R$ 610,00, Guaxupé/MG teve queda de 1,62%, valendo R$ 607,00, Poços de Caldas/MG registrou queda de 0,83%, valendo R$ 595,00 e Campos Gerais/MG teve baixa de 1,62%, sendo negociado por R$ 609,00.
O tipo cereja descascado teve queda de 1,52% em Guaxupé/MG, valendo R$ 650,00, Campos Gerais/MG teve baixa de 1,49%, valendo R$ 659,00, Poços de Caldas/MG registrou queda de 0,76%, valendo R$ 650,00. Patrocínio/MG manteve a estabilidade por R$ 640,00, Varginha/MG manteve a negociação por R$ 680,00.
Na Bolsa de Londres o café tipo conilon encerrou com quedas técnicas para as principais referências. Janeiro/21 teve queda de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 1386, março/21 registrou queda de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1395, maio/21 também teve queda de US$ 8 por tonelada, negociado por US$ 1408 e julho/21 encerrou com queda de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1422.
Para o café conilon, o mercado segue atento as condições climáticas no Vietnã. O maior produtor de café tipo conilon do mundo vem recebendo chuvas expressivas, o que pode atrasar em até um mês a colheita no país asiático. " A Agência Nacional de Meteorologia do Vietnã disse na segunda-feira que as Terras Altas Centrais do Vietnã, a maior região cafeeira do país, podem receber de 20% a 40% mais chuva do que a média de longo prazo em dezembro", voltou a destacar o site Barchart.
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