Preocupações com América Central sondam mercado e NY volta a subir mais de 300 pts

O mercado futuro do café arábica voltou a subir mais de 300 pontos, devido às preocupações com a América Central, que foi atingida pelo furacão Iota nesta semana.
"Temos relatos de ventos fortes, alagamentos e danos nas estradas. A América Central segue em período de colheita, um período crucial para a região e a chegada deste furação preocupa os agentes", destaca o analista de mercado Fernando Maximiliano.
Por volta das 11h53 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha alta de 325 pontos, valendo 119,45 cents/lbp, março/21 tinha valorização de 315 pontos, negociado por 122,65 cents/lbp, maio/21 tinha alta de 315 pontos, valendo 124,45 cents/lbp e julho/21 subia 295 pontos, valendo 125,85 cents/lbp.
O analista destaca ainda que a América Central produz cafés lavados e semi-lavados, "os padrões que estiveram com oferta limitada durante parte do ano, o que foi notado pela queda nos estoques certificados da ICE em 2020", comenta.
De acordo com informações da agência Reuters, a tempestade mais intensa já registrada na Nicarágua chegou na noite de segunda-feira com ventos de quase 249 km/h, e foi o segundo furacão a atingir a América Central neste mês. "O porto de Puerto Cabezas, ainda parcialmente inundado e repleto de destroços da devastação causada pelo furacão Eta duas semanas atrás, voltou a arcar com a maior parte do impacto da tempestade. Moradores assustados se agrupavam em abrigos, temendo por suas vidas", afirma.
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