Café: Nova York e Londres abrem mantendo leves altas nesta 5ª feira

A quinta-feira (12) começou mantendo as valorizações para as principais referências do mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 09h15 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha alta de 85 pontos, valendo 109,95 cents/lbp, março/21 subia 85 pontos, negociado por 112,80 cents/lbp, maio/21 tinha alta de 75 pontos, valendo 114,55 cents/lbp e julho/21 tinha alta de 95 pontos, valendo 116,40 cents/lbp.
As chuvas começam a retornar para Minas Gerais e o mercado segue acompanhando as reais condições das lavouras brasileiras, que enfrentam o déficit hídrico e altas temperaturas mais intensas dos últimos anos. "Essa pequena subida nos preços oferecidos pelos compradores não atraiu a grande maioria dos cafeicultores que continuam bastante preocupados com o estado de seus cafezais", destacou Eduardo Carvalhes em sua última análise.
Na Bolsa de Londres, o excesso de chuvas no Vietnã continua dando suporte para o conilon. Janeiro/21 tinha alta de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 1403, março/21 tinha valorização de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1414, maio/21 tinha alta de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 1424 e julho/21 registrava queda de US$ 1 por tonelada, valendo US$ 1434.
"A Agência Nacional de Meteorologia do Vietnã disse que as Terras Altas Centrais do Vietnã, a maior região produtora de café do país, podem receber até 100-250 mm de chuva nas terças e quartas-feiras dos remanescentes da Tempestade Tropical Etau, que pode inundar as fazendas de café da região e reduzir a produtividade do café", destacou o Barchart.
Análise das lavouras - Procafé
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, nesta quarta-feira (11), João Marcelo Oliveira de Aguiar - Superintendente Executivo Fundação Procafé, voltou a destacar as condições dos cafezais brasileiros. Sem chuvas expressivas desde o começo do ano e com temperaturas elevadas em Minas Gerais, produtores já começam a enxergar a realidade para o ano de 2021.
João destaca que os números ainda são recentes, mas que muito provavelmente a baixa para 2021 deve ser de pelo menos 25% para o árabica. "Nós estamos falando em uma redução da oferta a nível mundial de quase 16 milhões de sacas de café", destacou. Voltou a destacar ainda que as chuvas daqui em diante não revertem as perdas, apenas paralisam o processo.
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