Café opera com baixas técnicas em Nova York; dólar sobe na mesma proporção

O mercado futuro do café arábica está operando com quedas ténicas nesta quarta-feira (28) na Bolsa de Londres (ICE Future US).
Por volta das 11h57 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha queda de 85 pontos, valendo 106,10 cents/lbp, março/21 tinha queda de 85 pontos, negociado por 108,70 cents/lbp, maio/21 registrava baixa de 90 pontos, negociado por 110,35 cents/lbp e julho/21 operava com baixa de 85 pontos, negociado por 111,95 cents/lbp.
O mercado segue cauteloso e aguarda a evolução das chuvas em Minas Gerais, mas a alta do dólar pressionou os preços no exterior nesta quarta-feira (28). Também por volta deste horário, o dólar registrava alta de 0,88% e era cotado por R$ 5,73 na venda. O dólar mais alto pressiona os preços na Bolsa, mas é positivo para exportação. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.
"O dólar encostou em 5,80 reais nesta quarta-feira e levou o Banco Central a intervir no mercado de câmbio com venda de moeda à vista, o que ajudou a arrefecer apenas levemente a alta da moeda norte-americana nesta manhã", destacou a agência Reuters em sua última análise.
Ainda de acordo com a publicação, a disparada do dólar foi resultado da busca por segurança dos investidores em meio à forte disseminação da Covid-19 em grandes economias e à aproximação da eleição presidencial norte-americana, enquanto o cenário local refletia expectativa para a reunião de decisão de juros do Copom.
Voltou a chover em Minas Gerais nos últimos dias, levando certo alívio para o produtor que enfrenta o maior período de estiagem dos últimos anos. A safra 21 já começa com potencial de baixas, apesar de ainda não ser possível quantificar o tamanho do impacto da seca na próxima produção - que naturalmente é de ciclo baixo para o Brasil.
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