Café: NY e Londres finalizam quedas técnicas; preocupações com pandemia e clima pressionam os preços

A terça-feira (20) foi mais um dia de baixas para os principais contratos do mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Dezembro/20 teve queda de 115 pontos, valendo 104,90 cents/lbp, março/21 registrou baixa de 115 pontos, valendo 107,80 cents/lbp, maio/21 teve baixa de 105 pontos, valendo 109,45 cents/lbp e julho/21 encerrou com baixa de 95 pontos e negociado por 110,90 cents/lbp.
Segundo o site internacional Barchart, o mercado segue operando com cautela, em um momento em que todo o setor acompanha o impacto de uma possível segunda onda de contaminação de Covid-19 na Europa. Desde semana passada, o mercado está apreensivo após a França impor novo toque de recolher em 9 de suas maiores cidades entre 21h e 6h por quatro semanas a partir do sábado passado, e os londrinos serão proibidos de se misturar com outras residências em ambientes fechados.
Aqui no Brasil, os produtores seguem aguardando pelo retorno de chuvas volumosas para entender o real impacto da seca prolongada em Minas Gerais e na Alta Mogiana, em Franca/SP. Especialistas já dão como certa as baixas para a safra 21, apesar de ainda não ser possível quantificar o tamanho do impacto. É importante ressaltar que o próximo ano é naturalmente de ciclo baixo para a produção brasileira.
O produtor de café do Paraná também vem enfrentando as altas temperaturas e falta de chuva nas lavouras. A primeira florada generalizada em Carlópolis abriu no último final de semana e apesar das condições observadas, as expectativas para a safra 21 são positivas na região.
>>> Primeira florada abre no Paraná: Produtores agora esperam mais chuvas na região de Carlópolis
No Brasil, o mercado físico acompanhou Nova York e também registrou quedas nas principais regiões produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,90% em Guaxupé/MG, valendo R$ 553,00, Poços de Caldas/MG registrou baixa de 1,17%, valendo R$ 505,00, Patrocínio/MG encerrou com queda de 0,93%, valendo R$ 530,00 e Campos Gerais/MG teve desvalorização de 0,92%, negociado por R$ 538,00.
O tipo cereja descascado teve baixa de 0,83% Guaxupé/MG, valendo R$ 595,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 1,07%, negociado por R$ 555,00. Patrocínio/MG teve queda de 0,85%, negociado por R$ 580,00 e Campos Gerais/MG finalizou com baixa de 0,83%, valendo R$ 598,00.
O café tipo conilon finalizou o dia com baixas na Bolsa de Londres, perdendo parte dos ganhos acumulados no último pragão. "Um sistema climático La Niña está prolongando a estação chuvosa nas Terras Altas Centrais do Vietnã, a maior região produtora de café do país", destacou o site internacional Barchart.
Novembro/20 teve queda de US$ 15 por tonelada, valendo US$ 1265, janeiro/21 teve queda de US$ 16 por tonelada, negociado por US$ 1289, maio/21 encerrou com baixa de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1311 e julho/21 encerrou com baixa de US$ 14 por tonelada, negociado por US$ 1328.
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