Café: Nova York e Londres abrem o dia andando de lado, acompanhando chuvas no Brasil e no Vietnã

O mercado futuro do café arábica abriu o pregão desta terça-feira (20) com poucas variações na Bolsa de Nova York (ICE Future US). As cotações abriram o dia andando de lado após o último pregão finalizar com quedas motivadas pela pandemia do Coronavírus.
Por volta das 7h39 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha queda de 35 pontos, valendo 105,70 cents/lbp, março/21 tinha baixa de 35 pontos, negociado por 108,60 cents/lbp, maio/21 também registrava queda de 35 pontos, valendo 110,15 cents/lbp e julho/21 operava com baixa de 25 pontos, negociado por 111,60 cents/lbp.
"O café arábica está sob pressão, devido à preocupação de que as novas medidas de restrição impostas em algumas das maiores cidades da Europa reduzirão o consumo e a demanda de café", destacou a análise do site internacional Barchart.
No Brasil, os produtores seguem aguardando chuvas mais regulares em Minas Gerais e na Alta Mogiana. Especialistas já dão como certa as baixas para a safra 21, apesar de ainda não ser possível quantificar o tamanho do impacto. É importante ressaltar que o próximo ano é naturalmente de ciclo baixo para a produção brasileira.
Conilon
O café conilon, na Bolsa de Londres, também abriu o dia com desvalorização técnica. Novembro/20 registrava baixa de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1272, janeiro/20 registrava queda de US$ 8 por tonelada, negociado por US$ 1297, março/21 tinha baixa de US$ 6 por tonelada, negociado por US$ 1305 e maio/21 tinha baixa de US$ 6 por tonelada, negociado por US$ 1319.
Durante o mês de outubro já choveu cinco vezes acima da média dos últimos cinco no Vientnã e apesar de ter sido benéfico para produção do café tipo conilon, a partir de agora as chuvas intensas começam a preocupar o setor e o mercado já acompanha de perto as condições do clima no maior polo de produção de conilon do mundo.
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