Café inicia semana com baixas: Incerteza de consumo na pandemia pressiona preços

A semana começou com quedas técnicas para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Segundo análise do site internacional Barchart, mais uma vez o pregão foi pressionado pela pandemia do Coronavírus, que pode voltar a gerar impactos sobre a demanda de café. "O café arábica está sob pressão, devido à preocupação de que as novas medidas de restrição impostas em algumas das maiores cidades da Europa reduzirão o consumo e a demanda de café", destacou a análise.
Dezembro/20 registrou queda de 120 pontos, valendo 106,05 cents/lbp, março/21 teve baixa de 105 pontos, negociado por 108,95 cents/lbp, maio/21 teve queda de 90 pontos, negociado por 110,50 cents/lbp e julho/21 encerrou com baixa de 85 pontos e negociado por 111,85 cents/lbp.
Aqui no Brasil, o mercado segue acompanhando as condições das lavouras em Minas Gerais. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o retorno efetivo da estação chuvosa no Sudeste brasileiro deve levar alívio ao produtor de café.
O maior produtor e exportador de café do mundo já começa a próxima safra com grande potencial de perda, consequência dos baixos volumes de chuvas registrados em Minas Gerais desde março. Especialistas já dão como certa as baixas para a safra 21, apesar de ainda não ser possível quantificar o tamanho do impacto. É importante ressaltar que o próximo ano é naturalmente de ciclo baixo para a produção brasileira.
No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e encerrou o dia com desvalorização nas principais praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 0,71% em Guaxupé/MG, valendo R$ 558,00. Poços de Caldas/MG registrou baixa de 1,35%, negociado por R$ 511,00, Patrocínio/MG teve queda de 0,93%, negociado por R$ 535,00, Campos Gerais/MG teve baixa de 0,91%, valendo R$ 543,00 e Franca/SP encerrou com desvalorização de 1,82%, estabelecendo os preços por R$ 540,00.
O tipo cerja descascado teve queda de 1,23% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 561,00, Guaxupé/MG teve queda de 0,83%, valendo R$ 600,00, Patrocínio/MG registrou queda de 0,85%, valendo R$ 585,00 e Campos Gerais/MG encerrou com desvalorização de 0,82%, valendo R$ 603,00.
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