De olho no clima do Brasil, mercado do café arábica encerra o dia em queda em NY

O mercado futuro do café arábica encerrou a tarde desta segunda-feira (12) com quedas na Bolsa de Nova York (ICE Future US). De acordo com análise do BarChart, os recuos se deram devido às previsões de chuva nas regiões produtoras de café no Brasil. Entretanto, fatores como o menor estoque do arábica na Colômbia e os possíveis danos sofridos pelos cafeeiros brasileiros pela estiagem seguraram as quedas.
Por volta das 17h (horário de Brasília), dezembro/20 tinha queda de 240 pontos, valendo 109,15 cents/lbp, março/21 caía 230 pontos, negociado por 111,50 cents/lbp, maio/21 tinha recuo de 225 pontos, negociado por 112,95 cents/lbp e julho/21 com desvalorização de 220 pontos, valendo 114,40 cents/lbp.
Conforme informou o BarChart, o boletim desta segunda-feira (12) d aSomar Meteorologia prevê chuva adicional para Minas Gerais entre os dias 20 e 28 de outubro.
"Além disso, por ser feriado de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil está fora do mercado, e não tem câmbio. Essa expectativa de chuvas mais regulares traz de volta a perspectiva de que o Brasil terá uma safra boa", disse.
Apesar de ter havido registros pontuais de chuvas nas áreas brasileiras produtoras de café no final de semana, Bonfá afirma que o mercado ainda está incerto em relação aos efeitos da estiagem nas plantas, e também com a chegada e a permanência das precipirações. "O cafeeiro tem que voltar à sua normalidade, está sofrendo um stress hídrico muito importante, e não se sabe quais os efeitos futuros disso", afirmou.
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