Café: Segunda-feira de quedas técnicas em Nova York e Londres; clima ainda dita ritmo ao mercado
O mercado futuro do café encerrou o primeiro pregão da semana com quedas técnicas na Bolsa de Nova York, na Bolsa de Londres e no mercado físico brasileiro.
O café tipo arábica com vencimento em Dezembro/20 teve baixa de 175 pontos, valendo 107,20 cents/lbp, março/21 teve baixa de 155 pontos, valendo 109,40 cents/lbp, maio/21 teve baixa de 140 pontos, valendo 110,95 cents/lbp e julho/21 encerrou com baixa de 135 pontos, negociado por 112,40 cents/lbp.
As condições do clima no Brasil continuam chamando atenção do mercado. Os modelos meteorológicos começam a indicar o retorno de chuvas para Minas Gerais nos próximos dias. Segundo o NOAA, no período entre 5 e 13 de Outubro, a tendência é de chuvas na principal região produtora de café do país. "As chuvas estancarão as perdas, desde que continuem regularmente até o final do primeiro trimestre de 2021", comenta Eduardo Carvalhaes.
Além da falta de volumes expressivos de chuva em Minas Gerais, as altas temperaturas também estão castigando o café no maior estado de produção do país. Após uma safra de alta produção e de qualidade acima da média, as condições do clima preocupam para a próxima produção, que naturalmente tende a ser de bienalidade baixa para o café tipo arábica no Brasil.
De acordo com análise do site internacional Barchart, os preços do café recuaram novamente nesta segunda-feira (5), ainda reagindo aos números da Organização Internacional do Café (OIC) na última sexta-feira, dia 2. a OIC elevou sua estimativa de superávit global de café de 2019/20 para 1,54 milhão de sacas de uma estimativa anterior de 952.000 sacas, ao reduzir sua estimativa de consumo global de café de 2019/20 para um declínio de -0,5% para 167,807 milhões de sacas", afirmou a publicação.
Em Londres, o tipo café conilon também encerrou com desvalorização. Novembro/20 teve queda de US$ 22 por tonelada, valendo US$ 1268, janeiro/21 teve recuo de US$ 18 por tonelada, valendo US$ 1293, março/21 registrou queda de US$ 17 por tonelada, valendo US$ 1310 e maio/21 teve baixa de US$ 16 por tonelada, valendo US$ 1327.
"O café robusta também foi prejudicado depois que o Departamento de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã previu na segunda-feira que a produção de café de 2020/21 nas Terras Altas Centrais do Vietnã, a maior região de cultivo de café robusta do Vietnã, subirá + 1,7%", afirmou o Barchart.
No Brasil, o mercado físico encerrou com estabilidade na maior parte das praças produtoras do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 1,78% em Guaxupé/MG, valendo R$ 552,00, Campos Gerais/MG teve baixa de 1,81%, negociado por R$ 543,00. Poços de Caldas/MG manteve a estabilidade por R$ 520,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 535,00, Araguarí/MG manteve o valor de R$ 550,00 e Varginha/MG manteve a estabilidade por R$ 550,00.
O café tipo cereja descascado manteve o valor de R$ 595,00 em Guaxupé/MG, Poços de Caldas/MG manteve o valor de R$ 570,00, Patrocínio/MG manteve o valor por R$ 585,00 e Varginha/MG manteve a cotação por R$ 600,00.
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