Café: Mercado futuro volta a cair mais de 300 pts e perde os ganhos da última sessão em NY e em Londres

O mercado futuro do café arábica voltou a cair de maneira mais expressiva no pregão desta segunda-feira (28) na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Com as baixas desta segunda o mercado perde os ganhos da última sessão, que foram motivados pelas condições do clima no Brasil.
Por volta das 11h59 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha queda de 315 pontos, negociado por 110,50 cents/lbp, março/21 tinha baixa de 305 pontos, negociado por 112,15 cents/lbp, maio/21 registrava queda de 295 pontos, valendo 113,65 cents/lbp e julho/21 tinha baixa de 295 pontos, negociado por 114,90 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também voltou a cair. Novembro/21 tinha queda de US$ 26 por tonelada, valendo US$ 1332, janeiro/21 recuava US$ 24 por tonelada, valendo US$ 1352, março/21 tinha desvalorização de US$ 24 por tonelada, negociado por US$ 1365 e maio/21 registrava queda de US$ 23 por tonelada, valendo US$ 1380.
Às 12h04 (horário de Brasília), o dólar registrava alta de 0,54% e era cotado por R$ 5,58 na venda. O dólar em alta pressiona os preços na Bolsa. Em contrapartida, é positivo para as exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.
A falta de chuvas em Minas Gerais, maior área de produção do país, volta a preocupar o setor. Os modelos meteorológicos mais recentes indicam chuvas para o Sudeste brasileiro apenas no dia 10 de outubro, o que deve aumentar o estresse da planta. Vale lembrar que a Fundação Procafé já classificou a estiagem de 2020 como uma das mais severas dos últimos anos e que a nova safra já começa com potencial de baixas a produção.
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