Café: Mais chuvas e dólar em alta pressionam os preços no mercado futuro nesta 3ª

O mercado futuro do café arábica passou a operar com quedas técnicas para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os preços recuaram nesta terça-feira (22) após abrirem o pregão com valorização acima de 100 pontos no exterior. O mercado continua acompanhando as condições do clima no Brasil, que ditam o ritmo de preços neste momento.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para chuvas intensas no sul de Minas Gerais que é válido para as próximas 24 horas. "Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h). Risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas", afirma o comunicado.
Chove em algumas áreas de café desde segunda-feira (21), o que leva certo alívio para o produtor que aguardava ansiosamente pelas chuvas. Segundos dados coletados pela Procafé, a região cafeeira enfrenta a pior estiagem dos últimos anos e após uma produção de ciclo alta, as plantas já iniciam a próxima safra sentido os impactos do déficit hídrico.
>>> Café abre cotações com altas acima de 100 pontos na Bolsa de Nova York
Por volta das 13h45 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha baixa de 145 pontos, valendo 110,55 cents/lbp, março/21 registrava queda de 150 pontos, negociado por 112,35 cents/lbp, maio/21 tinha baixa de 145 pontos, negociado por 113,90 cents/lbp e julho/21 registrava desvalorização de 145 pontos, valendo 115,25 cents/lbp.
Em Londres, o café tipo conilon também segue operando com movimentações técnicas na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe). Novembro/20 tinha queda de US$ 7 por tonelada, negociado por US$ 1340, janeiro/21 registrava queda de US$ 3 por tonelada, negociado por US$ 1359, março/21 tinha queda de US$ 4 por tonelada, valendo US$ 1371 e maio/21 tinha valorização de US$ 2 por tonelada, negociado por US$ 1390.
Também por volta deste horário, o dólar registrava alta de 1,56% e era cotado por R$ 5,48 na venda. O dólar em alta pode pressionar os preços na Bolsa, mas dá suporte as exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.
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