Previsão de novas chuvas no café pressionam o pregão desta sexta-feira

O mercado futuro do café arábica passou a operar com quedas acima dos 200 pontos para as principais referências na Bolsa de Nova York (ICE Future US). "Os preços do café estão mais fracos nesta manhã, pois tentam se manter acima das mínimas de 1 mês de segunda-feira. Uma melhora na previsão do tempo no Brasil está pesando sobre os preços do café", voltou a destacar o site internacional Barchart na sua primeira análise do dia.
Por volta das 13h14 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha queda de 275 pontos, valendo 115,25 cents/lbp, março/21 registrava queda de 260 pontos, valendo 117,05 cents/lbp, maio/21 tinha baixa de 265 pontos, negociado por 118,40 cents/lbp e julho/21 registrava queda de 265 pontos, negociado por 119,75 cents/lbp.
Ainda de acordo com o Barchart, a Somar Meteorologia disse na quarta-feira que chuvas benéficas a partir de 21 de setembro em Minas Gerais levarão ao florescimento generalizado do café. As condições das lavouras já geram preocupações ao setor, segundo dados do Procafé, Minas Gerais e a Alta Mogiana enfrentam a seca mais severa dos últimos anos.
Em Londres, o café tipo conilon também opera com desvalorização. Novembro/20 tinha queda de US$ 23 por tonelada, negociado por US$ 1365, janeiro/21 tinha baixa de US$ 22 por tonelada, negociado por US$ 1379, março/21 tinha baixa de US$ 20 por tonelada, negociado por US$ 1393 e maio/21 registrava baixa de US$ 23 por tonelada, negociado por US$ 1404.
Também por volta deste horário, o dólar registrava alta de 1,52% e era cotado a R$ 5,31 na venda. O dólar em alta ajuda a pressionar os preços do café na Bolsa. Por outro lado, o dólar valorizado dá suporte para as exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.
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