Café: Nova York e Londres abrem mantendo valorização; mercado de olho nos estoques

As cotações do mercado futuro do café arábica abriram a quarta-feira (26) mantendo as valorizações acima de 200 pontos para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 09h09 (horário de Brasília), setembro/20 tinha alta de 270 pontos, valendo 125,90 cents/lbp, dezembro/20 registrava valorização de 280 pontos, negociado por 125,60 cents/lbp, março/21 subia 230 pontos, negociado por 126,80 cents/lbp e maio/21 subia 225 pontos, valendo 127,65 cents/lbp.
Também neste horário, o dólar registrava queda de 1,19% e era cotado por R$ 5,53 na venda. O dólar em queda tende a dar suporte de alta para os preços na Bolsa. Ainda assim, os valores continuam positivos para as exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.
O mercado abre a sessão mantendo as valorizações da última sessão, que foram motivadas pelas baixas nos estoques certificados da ICE. Segundo a análise do site internacional Barchart, estoques de café arábica monitorados pela ICE na segunda-feira caíram para 1,318 milhão de sacas.
Conilon
As cotações futuras do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) também abriram o pregão com movimentações positivas no mercado futuro. No caso do Conilon, além dos estoques mais baixos, o mercado agora começa a analisar as quebras nas safra do Brasil.
Às 09h10, novembro/20 registrava alta de U$ 22 dólares por tonelada, valendo U$ 1,443, janeiro/21 registrava alta de U$ 20 por tonelada, negociado por U$ 1,446, março/21 subia U$ 18 por tonelada, valeno U$ 1,454 e maio/21 tinha alta de U$ 21 por tonelada, negociado por U$ 1,468 por tonelada.
O presidente da Cooabriel, Luiz Carlos Bastianello, ao avaliar a quebra lembra que houve no ano passado um período de ventanias fortes, que coincidiram com a época da florada. Além disso, reforça que muitos cafeicultores não investiram em tratos culturais em razão do baixo preço do café. “Sempre pontuamos que em razão disso o produtor amarga prejuízos na época da colheita. É importante tratar do café mesmo em tempos difíceis, pois épocas melhores virão”, finalizou.
0 comentário
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais
Cooperativa brasileira inova com inédita exportação de café especial naturalmente descafeinado ao Japão
Café cai forte nas bolsas com pressão da safra brasileira e movimento técnico