Agricultura familiar impulsiona Juruaia/MG e safra do café pode chegar a 160 mil sacas e faturamento de R$80 milhões em 2020
O café é um símbolo da agricultura de Minas Gerais. O estado é o maior produtor do país, responsável pela metade da safra nacional. Os anos de 2018 e 2019 foram um período difícil para a cafeicultura mineira. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), nesse biênio, devido as condições climáticas desfavoráveis, a produção recuou em 26,5%.
Mesmo nesse cenário é possível encontrar exemplos positivos, como os produtores familiares de Juruaia, no sudoeste mineiro, que obtiveram êxito no balanço final. Para se ter uma ideia da representatividade desse braço produtivo é preciso ter acesso aos números. São, no total, cinco mil e quinhentos hectares plantados no município, englobando os grandes e pequenos produtores.
Já são 850 agricultores familiares em Juruaia, que são responsáveis pela produção entre 80 a 800 sacas anuais por produtor, divididos em micros (80-150 sc), pequenos (150-400 sc) e médios produtores (400-800 sc), os quais também conseguiram manter a média anual de produção nos últimos anos, “correndo por fora” do ciclo negativo, que afetou o estado.
E novamente a agricultura familiar juruaiense vai impulsionar os bons resultados para a cidade. A previsão é que a safra do café chegue a 160mil sacas e alcance o faturamento de R$80 milhões em 2020. A produção dos pequenos produtores equivale a 65% desse montante, em sua maioria, destinada à exportação por ser 100% arábica sequeiro. A colheita já está na fase final e termina, no máximo, até setembro.
Os cafés de Minas Gerais se distinguem pela diversidade de sabor e aroma, devido, principalmente, às variações de clima, à altitude e aos sistemas de produção. As diferentes características permitem conquistar os mais diversos clientes do mercado nacional e mundial.
“Os agricultores familiares identificaram nichos de mercado, como os cafés diferenciados, que exigem maior investimento em qualificação dos processos produtivos, de gestão e mercadológicos. A EMATER trabalha junto com os agricultores com o objetivo de melhorar a qualidade do café, reduzir custos de produção, aumentar a renda, manter e criar empregos, melhorar a gestão e comercialização. Ou seja, consolidar uma cafeicultura familiar mineira competitiva”, comenta Cléverson Menegucci, Extensionista Agropecuário da EMATER-MG.
A relevância da cafeicultura não é apenas econômica. A atividade também exerce importante papel social. É fonte de emprego e renda para milhares de agricultores familiares e trabalhadores rurais. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), estima-se que a cadeia produtiva do café gere três milhões de empregos diretos e indiretos em Minas Gerais.
O estado ainda conta com o programa Certifica Minas Café, desenvolvido pela EMATER, em conjunto com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). No programa, os produtores são orientados na adequação das propriedades às boas práticas agrícolas em todas as fases da produção, atendendo normas ambientais e trabalhistas, reconhecidas internacionalmente. Ao final do processo, a propriedade passa por uma auditoria para o recebimento da certificação. O Certifica Minas Café é pioneiro. Ele é o maior programa nacional de certificação de propriedades cafeeiras.
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