Universidade Federal de Viçosa apresenta livro sobre aspectos importantes do café
A Universidade Federal de Viçosa (UFV), integrante do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, lançou o livro Café arábica do plantio à colheita, que possui 13 capítulos que descrevem os aspectos mais importantes da cultura do café por meio dos temas: descrição botânica; cultivares recomendadas; produção de mudas e plantio; nutrição e adubação; manejo de plantas daninhas, de doenças e de pragas; podas; irrigação; colheita e pós-colheita; armazenamento; identificação da qualidade; e comercialização.
O café é uma das bebidas mais consumidas por grande parte da população mundial. Estima-se que o consumo global do produto gira em torno de 168 milhões de sacas e que a safra brasileira de 2020/2021 deverá ser de aproximadamente 60 milhões de sacas de 60 kg.
A Editora UFV disponibilizou dois capítulos do livro gratuitamente. Capítulo 1 – O café arábica, de autoria de Ney Sussumu Sakiyama; e o capítulo 6 – Manejo de doenças, por Laércio Zambolim. Você pode conferir clicando aqui.
O capítulo 1 descreve o cafeeiro como pertencente à família Rubiaceae, subfamília Ixoroideae, tribo Coffeae DC e gênero Coffea L. (DAVIS et al., 2007). O café arábica cultivado tem provável origem no lado oeste do Great Rift Valley, ao sul da Etiópia. É uma planta perene, alotetraplóide e autógama por cleistogamia. Trata-se de um arbusto com raiz pivotante e ramo dimórfico de crescimento contínuo. Suas folhas são inteiras, coriáceas, com pecíolos curtos e persistentes.
A inflorescência ocorre nos nós de ramos laterais novos, em glomérulos de flores completas, hermafroditas e auto compatíveis. O fruto é climatérico e, quando maduro, é conhecido como cereja, podendo apresentar exocarpo de cor vermelha ou amarela. O fruto é do tipo drupa, com duas sementes chatas. A semente possui uma película, um endosperma verdadeiro de cor verde e um pequeno embrião com dois cotilédones. Devido à cor do endosperma, o grão de café cru é comercialmente chamado de café verde (green coffee).
O café arábica é descrito neste capítulo quanto às características biológicas mais importantes como a citogenética, seu sistema radicular e de reprodução, seu ciclo fenológico e por fim é relatada a uniformidade de maturação dos frutos e a questão da bienalidade da cultura.
Já o capítulo 6 descreve diversas táticas integradas de controle das principais doenças do cafeeiro, tais como ferrugem, mancha-de-olho-pardo, mancha-de-phoma, mancha-de-ascochyta, mancha-aureolada, atrofia dos ramos, mancha-anular, rhizoctoniose, roseliniose, fusariose e nematóides. As páginas fornecem informações para que o cafeicultor identifique possíveis doenças do cafeeiro e tome as providências necessárias para restabelecer a sanidade e aumentar a produtividade de sua lavoura.
1 comentário
Café vira para alta em NY no meio do pregão, mas robusta perde força com safra brasileira no radar
Café reage nas bolsas nesta 6ª feira, com mercado atento ao clima e à safra brasileira
Café derrete em Nova York com pressão da safra brasileira e julho perde mais de 1.000 pontos
Mercado do café enfrenta disputa entre avanço da Safra brasileira e pressão nas bolsas internacionais
Cooperativa brasileira inova com inédita exportação de café especial naturalmente descafeinado ao Japão
Café cai forte nas bolsas com pressão da safra brasileira e movimento técnico
Evandro Luiz Juliano Filho Carmo do Paranaíba - MG
Como consigo acesso total do livro? Está a venda em algum local ?