Poda do cafeeiro contribui para aumento da produtividade da lavoura
A poda do cafeeiro das espécies arábica e canéfora compreende a eliminação parcial ou total da parte aérea da planta após a colheita. Em função das diferentes espécies e cultivares de cafés, essa prática ocorre, geralmente, no período de agosto a outubro e tem como principais objetivos a renovação por indução de ramos produtivos de plantas depauperadas pela idade, lesões causadas por fenômenos climáticos e/ou pela incidência de pragas e doenças.
O cafeicultor, por meio dessa prática agrícola, também poderá programar com eficiência a condução e a produção de cafeeiros em sistemas de lavouras adensadas, reduzir a incidência de pragas e doenças do cafezal, facilitando o seu controle, promover mais luminosidade e arejamento dos cafeeiros em lavouras com fechamento, melhorar a arquitetura das plantas por renovação e ajuste da estrutura da copa, reduzir a altura e partes laterais das plantas para facilitar os tratos culturais e a colheita nos próximos anos. Assim, o cafeicultor terá aumento da vida útil de produção do cafeeiro com vigor e produtividade.
Com esses objetivos, os cafeicultores podem realizar, de acordo com as condições do cafeeiro, diferentes técnicas de poda ou a combinação delas, tais como o decote, o desponte, o esqueletamento e a recepa.
Tradicionalmente esses tipos de podas são conhecidas pela maioria dos cafeicultores, tanto é que, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, já foram pesquisadas e desenvolvidas várias técnicas inovadoras sobre essa prática. Como exemplos, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural – INCAPER e a Embrapa Rondônia desenvolveram pesquisas relacionadas à poda do Coffea arabica e Coffea canephora. A Poda Programada de Ciclo de Café Arábica, desenvolvida pelo INCAPER, tem como base tecnológica a técnica da Poda Programada de Ciclo do Café Conilon, a qual é muito utilizada pelos produtores do estado do Espírito Santo desde 2007.
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