Campo Futuro analisa custos de produção de café
Produtores de café arábica participaram nesta semana de encontros por videoconferência para o levantamento de custos de produção nos municípios de Franca (SP) e Piatã (BA) para o projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Os dados foram apurados em parceria com o Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA). Estiveram no painel virtual, medida adotada para evitar o contágio da Covid-19, representantes das federações de São Paulo (Faesp) e da Bahia (Faeb) e dos sindicatos rurais dos dois municípios.
Na sexta (14), o encontro virtual aconteceu em Franca, onde a propriedade modal apontada representa a realidade produtiva de uma área de 50 hectares, com uma produção média de 35 sacas por hectare nos últimos quatro anos. O sistema de produção é do tipo não irrigado e tanto os tratos culturais quanto a colheita são mecanizados.
Raquel Miranda, assessora técnica da CNA, relata que houve melhora na qualidade do café, o que colaborou para um melhor preço médio pago pela saca. Apesar da intensificação das atividades de mecanização, o levantamento apontou uma redução dos custos de produção devido à menor contratação de mão de obra temporária. “Isso possibilitou a obtenção de margens positivas, permitindo ao cafeicultor planejar a atividade visualizando ganhos reais”, explica
Dados preliminares obtidos no encontro mostram que os insumos foram os itens com maior peso no Custo Operacional Efetivo (COE), com 49,3% do total. Destes, os desembolsos com fertilizantes responderam por 35%, e os produtos fitossanitários, 13%. A mão de obra teve peso de 16% no COE, e a mecanização, 15%.
Na quarta (12), o painel ocorreu em Piatã (BA), região em que predomina a agricultura familiar. A propriedade modal, que mais representa aquelas voltadas à produção de café na região, foi descrita como de 3 hectares de lavoura, com sistema não irrigado e colheita e tratos culturais realizados manualmente. O atual levantamento apontou um incremento de 0,5 hectares de área em relação ao painel realizado no ano passado.
Os produtores baianos obtiveram uma qualidade do café significativamente superior em comparação com a safra de 2019, mas o aumento dos custos de produção fez com que as margens dos cafeicultores fossem negativas. A mão de obra representou 51% do Custo Operacional Efetivo (COE), e os insumos, 23%. Dentro da categoria de insumos, os fertilizantes foram o item que mais pesaram, com participação de 21% no COE.
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