Café finaliza semana com preços estáveis em Nova York e no Brasil

O mercado futuro do café arábica encerrou a semana com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). A semana foi marcada por preços abaixo dos 115 cents/lbp na segunda-feira (10) e pelas altas no pregão da quinta-feira (13), que ultrapassaram os 400 pontos.
Setembro/20 teve baixa de 150 pontos, valendo 114,70 cents/lbp, dezembro/20 registrou queda de 165 pontos, negociado por 116,45 cents/lbp, março/21 registrou baixa de 190 pontos, valendo 118,45 cents/lbp e maio/21 teve queda de 190 pontos, negociado por 119,25 cents/lbp.
As baixas podem ser consideradas técnicas e segundo análise do site internacional Barchart, sinais de oferta menor de café estão sustentando os preços do café. "A oferta de café continua a apertar, o que representa alta para os preços do café, já que os estoques de café arábica monitorados pela ICE na quinta-feira caíram para 1,392 milhão de sacas", destacou.
O consultor de agronegócio do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, destacou em entrevista o Notícias Agrícolas que as próximas semanas poderão ser de bastante movimentação para o mercado do café na Bolsa. "Eu entendo que alguns fatores possam estar ajudando na recuperação recente em plena colheita, acho que a seca favorece muito a colheita, mas complica um pouco o próximo ano", comenta.
Além disso, Cesar destacou as baixas nos estoques certificados nos Estados Unidos e também as movimentações do dólar em queda durante esta semana, elementos importantes para a formação de preços na Bolsa e que reflete diretamente no mercado físico.
O especialista não descarta que novas baixas voltem acontecer nos próximos dias, apesar dos fundamentos e ações técnicas serem positivas para o mercado neste momento. "Existem razões para o café cair, razões técnicas e o produtor tem que olhar isso com cuidado, mas a verdade é que neste momento está favorecendo o produtor", explica.
No Brasil, as cotações finalizaram com estabilidade nas principais praças produtoras do país. "No mercado físico, apesar da puxada de ontem, poucos negócios foram realizados, com a maioria dos vendedores permanecendo retraída, à espera de melhores cotações, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 557,61/saca e R$ 381,08/saca, com variações de -1,4% e 0,9%, respectivamente", destacou o Conselho Nacional do Café.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve baixa de 1,67% em Araguarí/MG, estabelecendo os valores por R$ 590,00, Guaxupé/MG manteve o valor de R$ 587,00, Poços de Caldas/MG manteve o valor de R$ 570,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 570,00, Varginha/MG manteve o valor de R$ 590,00 e Campos Gerais Manteve as negociações por R$ 585,00. Franca/SP teve alta de 1,75%, valendo R$ 580,00.
O tipo café cereja descascado manteve o valor de R$ 630,00 em Guaxupé/MG, Poços de Caldas/MG manteve o valor de R$ 700,00. Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 620,00 e Varginha/MG manteve o valor de R$ 625,00.
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