Café: Sem Nova York, mercado físico estável nas principais regiões produtoras do país

Sem a referência da Bolsa de Nova York (ICE Future US), o mercado físico brasileiro operou próximo da estabilidade nesta sexta-feira (3). "Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para as variedades arábica e conilon se situaram em R$ 512,81/saca e R$ 347,77/saca, com avanços, respectivamente, de 4,9% e 1,2%", afirmou o Conselho Nacional do Café (CNC) em sua análise semanal.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda apenas em Araguarí/MG, de 1,87%, valendo R$ 525,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 532,00, Poços de Caldas/MG manteve o valor de R$ 520,00, Patrocínio/MG manteve o valor R$ 525,00, Varginha/MG manteve o valor de R$ 540,00 e Campos Gerais/MG manteve o valor de R$ 525,00.
O tipo cereja descascado manteve a estabilidade nas principais praças produtoras do país. Guaxupé/MG manteve o valor de R$ 60,00, Poços de Caldas/MGH manteve R$ 610,00, Patrocínio/MG manteve R$ 575,00 e Varginha/MG manteve R$ 605,00.
O CNC destacou ainda que, além do cenário internacional, o avanço foi puxado pela retração vendedora, com os produtores aguardando novas valorizações para retornar ao mercado depois das altas recentes. "Também interferiu, conforme o Cepea, a postura dos produtores aguardando a passagem de uma frente fria no cinturão produtor, o que pode estimular preços maiores nos próximos dias", destacou.
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O mercado segue acompanhando a colheita no Brasil, que está mais lenta por conta da pandemia do Coronavírus, mas que acontece sem maiores problemas nas principais regiões produtoras do país. Na área de atuação da Cooxupé, a colheita estava em 29% até o último dia 26. Apesar de apresentar certo atraso em relação ao ano passado, o progresso está parecido com os dados de 2018, última safra de ciclo alto.
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