Café: Nova York segue registrando perdas; dólar sobe na mesma proporção

O mercado futuro do café arábica segue operando com baixas para os principais contratos nesta terça-feira (21). Após iniciar a semana sem quase registrar variações, as cotações iniciam o dia com baixas de até 120 pontos nos principais contratos. O dólar opera em alta neste pregão, que também ajuda a pressionar os preços na Bolsa de Nova York (ICE Future US).
Por volta das 13h21 (horário de Brasília), julho/20 tinha queda de 115 pontos, valendo 97,75 cents/lbp, setembro/20 registrava queda de 110 pontos, valendo 99,60 cents/lbp, dezembro/20 tinha baixa de 115 pontos, valendo 101,75 cents/lbp e março/21 era negociado por 104 cents/lbp, com desvalorização de 115 pontos.
Às 13h24 o dólar registrava alta de 0,97% e era cotado por R$ 4,90 na venda. O dólar mais alto tende a pressionar os preços para baixo na Bolsa, mas em contrapartida pode encorajar as exportações. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. "O dólar era negociado em alta acentuada contra o real na manhã desta terça-feira, recuperando algum terreno após fortes perdas recentes, em dia de menor apetite por risco no exterior antes da reunião de política monetária do Federal Reserve", destacou a agência de notícias Reuters.
O clima favorável nas regiões produtoras do Brasil também pode pressionar os preços no exterior. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmnet), não há previsão de chuvas nesta semana nas principais regiões, como sul de Minas Gerais. O mercado acompanha a colheita brasileira, que na semana passada tinha 8,9% de área colhida em Minas Gerais, segundo a Cooxupé. Nas demais regiões, os trabalhos também acontecem sem grandes problemas.
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