Procafé: No período frio, nada de cobertura do solo no cafezal
Nas regiões cafeeiras mais ao sul do país, no Paraná, São Paulo e Minas Gerais (Sul e Triangulo), áreas sujeitas a geadas, uma regra essencial, que deve ser seguida a risca pelos produtores, é a de manter, nas lavouras de café, o solo bem limpo no período frio, de maio a setembro, para reduzir o risco de queima dos cafeeiros por geadas.
A cobertura do solo no cafezal é composta pela vegetação dos cafeeiros e pelas ervas que crescem nas ruas da lavoura. Os cafeeiros, logicamente, devem ser mantidos. As ervas, estas sim, devem ser eliminadas. As ervas que cobrem o terreno, sejam vivas ou mortas, formam um anteparo, que isola o solo da exposição solar. Assim, o terreno não consegue armazenar calor bastante durante o dia, para, durante a noite, poder esquentar o ambiente dentro da lavoura, e assim reduzir o frio e diminuir o risco de queima por geadas eventuais.
Ultimamente, tem havido orientações para adoção de sistemas de cobertura permanente do solo, especialmente com a erva braquiária. No período quente e chuvoso tudo bem, embora essa cobertura não resulte em vantagens produtivas nos cafeeiros. No período seco e frio, o solo deve ficar limpo, para economia de água e armazenamento de calor. A cobertura de mato, mesmo roçado ou dessecado por herbicidas, funciona como isolante do solo. Assim, a partir de abril-maio deve ser realizada uma operação para expor o solo, usando equipamento mecânico, como a trincha, regulada para cortar pouco mais profundo, podendo, até, coincidir na operação de limpeza na pré-colheita. Isto deve ser feito, especialmente, nas áreas mais baixas do terreno, naquelas onde mais se acumula o ar frio. As lavouras ainda novas, em formação, também são prioritárias, pois as plantas, mais baixas, ficam mais próximas ao solo, ali onde mais se deposita o ar frio.
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