Ser o maior produtor e exportador de café do mundo garante que BR mantenha negócios na pandemia

Ainda que o cenário da pandemia possa gerar novas incertezas ao mercado, para o analista Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, o fato do Brasil ser o maior o produtor e exportador do mundo e também o segundo maior consumidor de café do mundo, é o que garante que negócios continuem sendo fechados diariamente. "É impossível que tanto o consumo interno, como os exportadores não estejam diariamente no mercado", comenta.
Carvalhaes frisa ainda os estoques do Brasil que estão praticamente zerados neste momento de entressafra, fato que é considerado histórico pela cafeicultura. "Assim o que resta está em mãos de produtores mais capitalizados que resistem bastante em vender nos dias de baixa em Nova York", afirma.
Apesar das restrições por conta da pandemia, Carvalhaes destaca que os números de consumo no lar também indicam que o café, diferente de algumas commodities agrícolas, o cenário continua positivo, sobretudo com notícias de grandes empresas como a Starbucks já começam a reabrir as lojas no hemisfério norte.
Além disso, destaca que o hábito cultural dos brasileiros. "Com 97% deles se declarando tomadores de café, é possível esperar que tenhamos um consumo estável. O café tem se mostrando uma grande companhia para estes tempos de pandemia", afirma.
Falando um pouco sobre mercado, Eduardo destaca que as negociações no mercado futuro têm sido grande aliada do cafeicultor brasileiro. "As vendas físicas para entrega futura, nos meses iniciais do novo ano-safra 2020/2021, estão acima da média e darão certa tranqüilidade aos produtores", analisa.
Comenta ainda que até o momento os juros para os produtores estão caindo. Segundo o analista, estima-se que aproximadamente 35% da safra tenha sido negociada antecipadamente. "Para os produtores, a entrada desse dinheiro, mais a possibilidade de financiarem colheita e estocagem a juros baixos em um ambiente de baixa inflação, permitirá que planejem com calma a venda sua produção", destaca. Para a entrada da nova safra, Carvalhaes estima que os preços continuem estáveis, lembrando que o mercado do café precisa ser analisado no dia a dia, principalmente neste momento de pandemia.
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