Em Nota Oficial, associações de pecuária do Brasil se posicionam contra proibir o uso de antimicrobianos no país inteiro para atender UE

Os pecuaristas do Brasil são contra uma eventual incorporação de exigências da União Europeia à regulamentação brasileira relativa ao uso de antimicrobianos na produção animal.
Publicado em 10/07/2026 19:24 e atualizado em 10/07/2026 22:52

Os pecuaristas do Brasil representados pelas instituições: ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO - ACRIMAT, FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DE MATO GROSSO – FAMATO, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO DO SUL – ACRISSUL, ASSOCIAÇÃO DOS PECUARISTAS DE RONDÔNIA – APRON, UNIÃO NACIONAL DA PECUÁRIA – UNAPEC, SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA – SRB, ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONFINADORES – ASSOCON, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DO PARÁ – ACRIPARÁ, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE GADO - ABEG, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE ZEBU – ABCZ, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DO BRASIL – ACNB, ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DE MATO GROSSO – ACNMT, ASSOCIAÇÃO GRUPO PECUÁRIA BRASIL – GPB e MESA BRASILEIRA DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL – MBPS apresentam a sua posição institucional acerca de eventual incorporação de exigência da União Europeia relativa ao uso de antimicrobianos na produção animal, resultando em restrições de abrangência nacional que afetariam indistintamente toda a pecuária do país.

As entidades defendem o uso responsável dos antimicrobianos, sempre fundamentado em critérios técnicos, científicos e nas normas das autoridades sanitárias brasileiras. O Brasil possui um dos mais rigorosos sistemas de controle sanitário do mundo, garantindo que esses produtos sejam utilizados de forma segura e em conformidade com os padrões internacionais.

Ressalta-se ainda, que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), são importantes ferramentas para a produção pecuária moderna. Quando utilizados de forma responsável, contribuem para a saúde e o bem-estar animal, melhoram a eficiência alimentar e o desempenho dos rebanhos. Restringir tecnologias reconhecidas internacionalmente sem respaldo científico poderá comprometer a competitividade do setor e, paradoxalmente, reduzir sua eficiência ambiental.

Portanto, as entidades consideram ser inadmissível que exigências comerciais de um mercado específico sejam transformadas em obrigações para toda a pecuária brasileira. As condições estabelecidas por países importadores devem ser cumpridas por aqueles que optam por acessar esses mercados, sem impor custos, limitações e burocracia aos produtores que atendem o mercado interno ou outros destinos com regras distintas.

As entidades alertam que a incorporação dessas exigências à legislação brasileira cria um precedente preocupante, permitindo que futuras condicionantes externas — inclusive de natureza ambiental ou produtiva — passem a influenciar a formulação das políticas públicas nacionais. Essa prática compromete a soberania regulatória do Brasil, a segurança jurídica e a competitividade de um dos principais setores da economia. Nesse contexto, as entidades defendem que qualquer medida dessa natureza seja amplamente debatida e construída com base em critérios técnicos, científicos e na realidade da  pecuária brasileira, preservando a atuação dos pecuaristas, especialmente dos pequenos produtores.

As entidades defendem que o Brasil continue ampliando sua presença nos mercados internacionais e atendendo às exigências dos países importadores sempre que houver interesse comercial. Contudo, essas exigências devem permanecer restritas às cadeias produtivas destinadas a esses mercados, preservando a autonomia do país para definir seu marco regulatório com base na ciência, na avaliação de riscos e nos interesses nacionais.

As entidades reafirmam sua confiança nas autoridades brasileiras de defesa agropecuária e conclama o Governo Federal, o Congresso Nacional e o setor produtivo a defenderem a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade da pecuária brasileira, assegurando que as decisões sobre a produção nacional continuem sendo tomadas no Brasil e fundamentadas em critérios técnicos e científicos, sem influência de pressões externas e narrativas.

Assinam o documento :

ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO - ACRIMAT FEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DE MATO GROSSO – FAMATO ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE MATO GROSSO DO SUL – ACRISSUL ASSOCIAÇÃO DOS PECUARISTAS DE RONDÔNIA – APRON UNIÃO NACIONAL DA PECUÁRIA – UNAPEC  SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA – SRB ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CONFINADORES – ASSOCON ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DO PARÁ – ACRIPARÁ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE ZEBU – ABCZ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS EXPORTADORES DE GADO - ABEG ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DO BRASIL - ACNB ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DE MATO GROSSO - ACNMT ASSOCIAÇÃO GRUPO PECUÁRIA BRASIL – GPB MESA BRASILEIRA DE PECUÁRIA SUSTENTÁVEL - MBPS 

 

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Fonte:
Acrimat

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