Grupo Ramax inicia operações em dois novos frigoríficos com foco em exportação de carne bovina
O Grupo Ramax, referência nacional em confinamento de gado e adequado de cortes de carne bovina, acaba de inaugurar duas novas unidades estratégicas para ampliar sua atuação no mercado interno e externo. A unidade de abate bovino em Cachoeira Alta (GO) e a de desossa em Fernandópolis (SP) já estão operando e serão fundamentais na expansão internacional. Segundo Magno Maia, CEO do Grupo, as novas operações fazem parte dessa central de identificação de ativos com potencial adormecido e transformá-los em exportadoras. “Realizamos estudos e pesquisas de mercado em busca de unidades frigoríficas que possam ser transformadas e habilitadas para se tornar grandes indústrias de carne”, explica.
Cachoeira Alta é um exemplo claro disso. A unidade estava subutilizada, diminuindo 150 a 200 bois por dia. Depois que o Ramax contratou, rapidamente dobrou esse número e a projeção atingiu até 700 animais abatidos por dia. Segundo o executivo do Grupo, a expectativa de faturamento somente desta unidade é de R$ 80 milhões por mês, chegando a R$ 960 milhões ao ano. “Cerca de 70% da produção será destinada à exportação, com os 30% remanescentes do mercado interno, especialmente cortes como picanha, alcatra, contrafilé e filé mignon, que têm maior valorização no Brasil”, detalha.
Além da modernização e retomada da operação, a unidade goiana já está habilitada para exportar para o Chile e os países do Oriente Médio, e trabalha para obter aprovações para os Estados Unidos, Indonésia, Japão e China, que são mercados com alto padrão de exigência sanitária, mas com grande potencial de receita. "Enxergamos um enorme potencial em Cachoeira Alta para os próximos anos. Este frigorífico já nasce exportando para mercados importantes, e nosso objetivo é fechar 2025 enviando carne aos norte-americanos. Para 2026, ganhamos com forte expectativa de acesso Indonésia e Japão, além da China", afirma o CEO.
Estado estratégico
Goiás possui o terceiro maior rebanho bovino do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso e Pará. De acordo com os dados mais recentes do IBGE (2023), são aproximadamente 24 milhões de cabeças de gado, sendo que a produção é fortemente voltada para corte. Portanto, a escolha da cidade não foi atoa e sim estratégica, em uma região com ampla disponibilidade de madeira. "Muitos frigoríficos de São Paulo compram animais no Goiás e os transportam para abater em outros estados. Estamos interceptando esse fluxo e mantendo o valor dentro da própria região", complementa Maia.
Unidade de desossa
Já é outra unidade no interior paulista, atua como um elo fundamental na cadeia de valor do grupo, sendo responsável pela desossa da produção excedente de Cachoeira Alta e da planta de Rondon (PA). Atualmente, uma planta fabril processa cerca de 55 toneladas de carne bovina por dia, o que representa um volume mensal aproximado de 1.200 toneladas. "É muito estratégico para o Grupo do ponto de vista tributário, industrial e comercial. Em vez de vender carne para desossadores, fazemos isso internamente e entregamos diretamente ao cliente final, mantendo controle de qualidade e margem de valor agregado", explica o CEO do Grupo Ramax.
Este frigorífico já atende o mercado da Palestina, dentro do bloco do Oriente Médio, e está em processo de ampliação gradual. Segundo Maia, o local opera hoje com cerca de 50% da sua capacidade instalada, mas há planos de expansão assim que questões jurídicas locais foram resolvidas.
Expansão contínua
As novas unidades marcam apenas o início de um plano robusto de crescimento do Grupo Ramax, que na somatória de 2025 planeja ter até o fim do ano, cinco frigoríficos, incluindo duas operações que devem começar nos estados de Mato Grosso e Pará. "A planta de Cachoeira Alta é um marco institucional para o grupo, pois nos posicionamos em mercados de altíssima exigência. Estamos consolidando uma estrutura que nos permitirá, em breve, ser referência global em exportações de carne bovina", finaliza Maia.
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