Em ano de consolidação, exportação de Carne Angus Certificada cresce 9,2% em 2024
A consolidação nacional do Programa Carne Angus Certificada registrou mais um capítulo importante da sua história em 2024. No período, a exportação do produto registrou crescimento de 9,2%, totalizando 3.137 toneladas comercializadas. Entre os principais destinos, a China permanece como grande destaque, importando mais de 50% do total. Oriente Médio e Chile completam a lista dos três primeiros.
O balanço foi divulgado nesta semana pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, que também apontou novo recorde no volume de abates. Ao longo do ano, 510 mil animais foram abatidos, um crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior. Outro dado significativo diz respeito à quantidade de peças Angus certificadas aproveitadas após o abate. De 2023 para 2024, houve um aumento de 19,9% no índice de aproveitamento de produtos finais retirados das carcaças aprovadas.
O presidente da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, José Paulo Cairoli, enfatiza que os números positivos demonstram o sucesso que o programa alcançou e a consolidação da raça. “Temos batido recordes e metas ano após ano. Inclusive, teremos um 2025 superior em todos os aspectos, justamente porque os grandes frigoríficos vêm se conscientizando cada vez mais na necessidade de terem certificação Angus. O mercado pede isso. A pecuária evoluiu muito, e esse cenário nos dá a garantia de que o programa está no rumo certo. O sucesso da raça é o sucesso da carne”, avalia Cairoli.
Já o diretor do Programa Carne Angus Certificada, engenheiro agrônomo Wilson Brochmann, comemora os resultados e reforça o alto potencial de expansão de parcerias, foco da atual gestão. “Muitos frigoríficos estão nos procurando para se somarem ao programa. Temos a possibilidade de avançar em parceiros em todas as regiões do Brasil, atingindo locais que ainda não estamos presente, além de aumentar onde já nos consolidamos”, projeta.
Brochmann também considera que o maior aproveitamento das carcaças deve-se à procura internacional por novos cortes específicos. “Muitos mercados que não costumavam consumir passaram a procurar a carne angus certificada, gerando uma demanda que impactou diretamente no índice de aproveitamento, chegando a esses quase 20%”, aponta.
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