No dia do pecuarista, especialista em comércio exterior aponta como os produtores podem ampliar negócios
O Dia do Pecuarista, comemorado em 15 de Julho, chama a atenção para os desafios dos produtores do setor neste ano. Isso porque, por mais que a atividade movimente de forma positiva o Produto Interno Bruto (PIB), no primeiro semestre, houve uma diminuição de 3,8% nas exportações de carne bovina em comparação com o mesmo período no ano passado, de acordo com informações divulgadas pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
No primeiro semestre, o Brasil exportou 1,02 milhão de toneladas contra o 1,06 milhão embarcadas em 2022. Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, a data é um importante momento para reflexões sobre o segmento e desafios futuros:
“Estamos vivendo um momento de transformações nas relações internacionais e de desvalorização do dólar perante ao real. Desta forma, os produtores precisam estar atentos em como podem contornar novos desafios e ampliar a participação no mercado externo”, explica o executivo. Além disso, ele aponta que, mesmo com as mudanças, o Brasil ainda mantém potencial para, até 2027, liderar a produção e as exportações de alimentos no mundo.
Os surtos de gripe aviária e os embargos da China impactaram o setor em 2023. O prejuízo calculado é de 11,8 bilhões, mas, mesmo assim, a expectativa é de que os resultados sejam positivos para o Brasil neste ano.
Pizzamiglio destaca que, para os produtores nacionais, é importante buscar parcerias e ampliar os mercados: “É sempre importante estar preparado para mudanças, principalmente considerando as regras de outros países. Uma das recomendações que tenho para os produtores é a ampliação de mercados, como é o caso do Canadá, que recentemente abriu as portas para a carne brasileira”.
O Canadá importou 2,5 mil toneladas de carne in natura do Brasil só no primeiro semestre. Em outras regiões, destaque para a exportação que o país realizou para a União Europeia, que recebeu cerca de 39,3 mil toneladas, maior volume desde 2008 para o bloco.
“Os pecuaristas vêm crescendo cada vez mais. No Brasil já são aproximadamente 700 mil pessoas, e a tendência é que o setor se transforme e fique mais tecnológico. A tecnologia é uma grande aliada da pecuária brasileira e acredito que temos potencial para contornar a desvalorização do dólar com o investimento nessa área”, apontou o executivo.
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