Zootecnistas contribuem para o bom desempenho da pecuária brasileira
Há mais de 55 anos que o Brasil comemora o Dia do Zootecnista. O trabalho, cuidado e dedicação desses profissionais, ao longo dos anos, contribui para o bom desempenho da produtividade e rentabilidade da pecuária e, consequentemente, da produção de alimentos.
A data é celebrada no dia 13 de maio em homenagem a aula inaugural da primeira turma de graduação em zootecnia, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Uruguaiana (RS), em 1966. O curso foi o primeiro voltado exclusivamente para a área no Brasil e o terceiro da América Latina.
Desde 1966, a zootecnia expandiu e se solidificou como profissão essencial para o desenvolvimento da pecuária. Segundo a Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ), existem atualmente 35 mil profissionais formados, 129 cursos de graduação e 21 mil alunos com matrículas ativas nessas instituições.
Dentre inúmeras atribuições, o zootecnista é responsável pelo melhoramento genético dos animais, com foco não só em reprodução e produtividade, mas no bem-estar de bovinos, suínos, ovinos e aves. Trabalho que rendeu ao Brasil o título de maior exportador de carne bovina e de frango do mundo.
Com o uso de tecnologias e desenvolvimento de pesquisas científicas, o Brasil também se mantém em primeiro lugar quando o assunto é rebanho bovino comercial. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), são mais de 200 milhões de cabeças.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) parabeniza e agradece a todos os profissionais por garantir a segurança alimentar do país e do mundo.
Ana Paula estudou zootecnia na UPIS – Faculdades Integradas, a antiga União Pioneira de Integração Social, de 2004 a 2008. Ela escolheu atuar na área de controle zootécnico e organização financeira, gestão e gerenciamento. Atualmente é supervisora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar-DF).
“Amo esse contato com o campo. Desde pequena falava para os meus pais que queria cuidar dos animais. Mas hoje amo cuidar dos produtores para que eles possam tratar com mais eficiência desses animais. A minha maior motivação é fazer o produtor acreditar que ele pode ser bem sucedido se ele enxergar a propriedade rural como uma empresa próspera”, disse.
Aos estudantes de zootecnia, Ana Paula recomenda: “Não se restrinja à sobrevivência, vá além, viva intensamente. Faça um planejamento de vida para você e sua família para que, assim, vocês experimentem o melhor da terra”.
Felipe Cabral iniciou o curso de zootecnia em 2005 e se formou em 2010, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Fez mestrado na área de forragicultura e pastagem e atualmente é coordenador de Assistência Técnica do Senar Bahia.
“Tenho afinidade com a área desde criança. O que me motivou foi justamente a influência da minha família que já vem do meio rural”, afirmou.
Para Felipe, a formação em zootecnia não deve ser o último estudo. “É preciso aprender novas habilidades, estar aberto a entender as adaptações que a profissão exigirá no futuro”.
O produtor rural Marcelo Parente se formou em 1991 na antiga ESAL (Escola Superior de Agricultura de Lavras), hoje Universidade Federal de Lavras. Também é técnico de Registro de Mangalarga Marchador (raça de cavalo). Já deu aula em colégio agrícola, universidade e atualmente é dono da Cruza Agronegócios, empresa voltada para o mercado de sêmen e nitrogênio líquido.
“Sempre tive paixão por animal, principalmente equinos. Com o tempo fui descobrindo o que a zootecnia podia me proporcionar”, destacou.
Quando questionado sobre sua motivação, Marcelo não deixou dúvidas: o mundo precisa de alimento e produzido em cada vez menos espaço. “Somente através da tecnologia, do zootecnista e de técnicos adjacentes que esse aumento de produtividade vai acontecer”.
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