Abate de bovinos no Brasil recua mais de 10% no 4º tri; aves e suínos têm alta

SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira de carne bovina abateu 7,25 milhões de cabeças de gado no quarto trimestre, queda de 10,3% em comparação ao mesmo período de 2019 e uma redução de 5,8% em relação ao trimestre anterior, com o país lidando com uma menor oferta de animais terminados em meio à forte demanda para exportação.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção somou 1,96 milhão de toneladas de carcaças bovinas, uma queda de 6,5% ante o quarto trimestre de 2019 e diminuição de 4,6% em relação ao período anterior.
Enquanto isso, os preços têm renovado recordes no mercado brasileiro, operando recentemente acima de 300 reais a arroba na média do Estado de São Paulo, com as cotações sendo influenciadas também pela forte demanda para exportação, especialmente da China..
No caso do abate de suínos, o país registrou 12,10 milhões de cabeças no quarto trimestre, representando um aumento de 1,6% no comparativo anual e queda de 4,7% em relação ao terceiro trimestre.
O peso acumulado das carcaças suínas registrou 1,08 milhão de toneladas, aumento de 1,7% em relação ao quarto trimestre de 2019 e queda de 7,8% em comparação com o trimestre anterior.
O abate de frangos, por sua vez, somou 1,55 bilhão de cabeças no quarto trimestre, aumento de 5,5% em relação ao mesmo período de 2019 e acréscimo de 2,5% ante o terceiro trimestre.
O peso acumulado das carcaças foi de 3,57 milhões de toneladas, alta de 5,2% em relação ao quarto trimestre de 2019 e de 2,5% frente ao trimestre imediatamente anterior.
Assim como a carne bovina, o indústria de aves e suínos também foi beneficiada por forte demanda externa.
(Por Roberto Samora)
0 comentário
Pressão sobre arroba do boi se intensifica mas frigoríficos não conseguem recompor escalas
A búfala Serena bateu recorde mundial de produção de leite ao produzir mais de 40 quilos durante torneio em Minas Gerais
Confinamento para último trimestre tem margens positivas mesmo diante de pressão nos preços da arroba
Frigoríficos aumentam pressão sobre arroba mas não conseguem recompor escalas de abate; oferta de animais reduziu
Boi/Cepea: Mercado fecha 1º semestre de 2026 com preços em alta
Frigoríficos entram em férias coletivas e pressionam mercado do boi gordo; oferta menor pode limitar queda da arroba