Demanda externa por couro bovino deve aumentar em 2021, mas oferta tende a ficar enxuta com a retenção de fêmeas

A expectativa é que as exportações de couro bovino registrem um crescimento em 2021 com o possível fim da pandemia de covid-19 e retomada da economia mundial, conforme informou a Scot Consultoria. Os setores automobilísticos e moveleiros devem contribuir para esse aumento na demanda internacional pelo o produto brasileiro.
Segundo a Analista de Mercado da Scot Consultoria, Thayná Drugowick, é importante acompanhar como será o comportamento do dólar no próximo ano e a evolução da pandemia nos demais países. “A valorização do dólar frente ao real colabora com as exportações do couro bovino. No entanto, mesmo com o dólar alto no início de 2020, a menor demanda contribuiu com os ajustes negativos das cotações e um mercado mais travado no primeiro semestre”, destacou.
O mercado de couro apresentou singela recuperação no primeiro bimestre de 2020, porém com o início dos efeitos da pandemia de covid-19 no mundo, as exportações ficaram travadas, derrubando a demanda internacional de couro e pressionando negativamente os preços do produto no mercado interno.
A pandemia também afetou os embarques que registrou uma queda significativa nos volumes exportados. “Os portos estavam trabalhando com o quadro de funcionários reduzidos e demandavam tempo maior para o descarregamento das cargas, diminuindo o volume escoado do produto no mercado exterior e aumentando a oferta no mercado interno, pressionando negativamente os preços”, ressaltou.
Já no segundo semestre, as exportações ganharam força, o volume embarcado está evoluindo em relação a 2019 e os preços têm apresentado recuperações. “Em meados de agosto, com a retomada gradual do comércio e com a flexibilização da quarentena, a exportação de couro voltou a crescer e os preços começaram a reagir. Isso associado a queda no número de animais abatidos, refletindo em ofertas enxutas e valorizações nos preços do produto no segundo semestre”, apontou a analista.
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