Boi: confinadores se atentam aos preços de reposição e do milho
Neste início da época das secas, pecuaristas, especialmente confinadores, se atentam aos preços do boi magro e do milho. Produtores também analisam a movimentação dos valores do boi gordo no mercado futuro (B3), no intuito de gerenciar a receita. Ainda que parte dos produtores que confina animais já tenha feito as contas dessa atividade de engorda, a pandemia de covid-19 e as consequentes incertezas geradas no mercado fizeram com que muitos adiassem e/ou limitassem a entrada de gado no cocho. Considerando-se o atual cenário, os preços do boi magro e do milho estão bem acima dos verificados no mesmo período de 2019, mas os ajustes dos contratos futuros do boi gordo na B3 sinalizam viabilidade do confinamento neste ano. Na média do estado de São Paulo, o boi magro em maio foi negociado a R$ 2.933,55, alta de 37,3% frente a maio/19, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de maio/20). Quanto ao milho, apesar do alto patamar no final do ano passado e no início de 2020, os valores atuais estão se enfraquecendo, contexto que vem favorecendo a dieta de confinamento. Em maio, a média do Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) foi de R$ 47,96/saca de 60 kg, quase 35% acima do verificado em maio/19, em termos reais. Na B3, os contratos futuros do boi gordo operam em patamares interessantes para a atividade de confinamento.
0 comentário
Oferta de animais vai direcionar preços da arroba com arrefecimento das demandas
Custo da arroba produzida é o menor desde novembro de 2024, mas confinamento ainda pode gerar prejuízo
Oferta de animais vai direcionar preços da arroba diante da redução nas demandas por carne
Demanda interna por carne bovina aparece como ponto de atenção na composição de preços da arroba do boi
Boi/Cepea: Exportações diminuem, mas preço elevado limita queda na receita
Cotação da arroba se acomoda e pode até sofrer pressão no curto prazo, mas viés é positivo para os preços