Volume de carne bovina importada pela a China em maio deve se ajustar aos níveis de 2019, aponta a Agrifatto

As projeções da consultoria Agrifatto apontam que o volume importado de carne bovina em maio pela a China deve retomar os patamares de 2019, diluindo a taxa de crescimento elevada observada nos últimos doze meses.
Com os estoques abastecidos para o curto prazo e com a economia se recuperando lentamente, as compras chinesas não devem exceder a demanda dos consumidores chineses. "A China importou 160,7 mil toneladas de carne bovina congelada em abril/20, com uma queda de 31,5% se comparada com o mês de março/20", destacou.
Ainda de acordo com o relatório, os chineses renegociaram muitos pedidos em Janeiro/20 e alguns portos tiveram problemas para despachar os contêineres refrigerados e isso acabou atrasando as programações. "O abarrotamento das entregas acumulou desembarques em março, de modo que a queda em abril pode ser considerada natural e esperada”, afirmou a consultoria.
Com relação ao preço médio da carne importada pela a China, os valores recuaram em abril/20 e atingiram um patamar de US$ 4,6 e retomando os US$ 4,9/kg. "Isso melhorou os custos de importação dos compradores, especialmente, se comparados com os preços no final de 2019. Esse cenário reduziu a pressão de renegociação e acalmou os ânimos", relata.
O Marketshare dos fornecedores de carne bovina para a potência asiática permaneceu inalterado em abril de 2020. No entanto, as suspensões da China em quatro plantas australianas podem afetar a participação do país nos próximos meses. “Atualmente, a Austrália conta com um marketshare de 15% e os envios de carne Australiana para a China aumentaram 4,5% em abril”, disse a consultoria.
“Em abril, o Brasil se manteve como o maior fornecedor da china, com 41% do marketshare. A Argentina registrou uma queda de 42%, frente ao mês de março que teve um salto de 87%. "Ainda assim, a Argentina se mantém como o segundo maior exportador para China, com 20% de participação", informou o relatório.
Já os embarques de carne do Uruguai para a potência asiática recuaram 32% em abril de 2020 e o país se manteve com 12% de participação nas importações. A Nova Zelândia também se manteve como o 5º maior fornecedor de carne bovina para a china com 8% de participação e em abril os envios tiveram uma queda de 12%.
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