Preços do algodão sobem e acumulam ganhos superiores a 13% em agosto em NY

Cotações tiveram altas próxima de 2% nesta 2ª feira
Publicado em 31/08/2026 16:24

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Os preços do algodão encerraram a sessão desta segunda-feira (31) em alta na Bolsa de Nova York, ampliando os ganhos registrados ao longo de agosto. O contrato dezembro/26 avançou 1,76 cent (+1,93%), encerrando o dia cotado a 93,14 cents/lb. O vencimento outubro/26 subiu 1,78 cent (+1,98%), fechando a 91,70 cents/lb. O março/27 registrou ganho de 1,80 cent (+1,90%), para 95,14 cents/lb, enquanto o maio/27 avançou 1,77 cent (+1,86%), terminando a sessão a 96,25 cents/lb.

Na comparação mensal, os contratos mais próximos acumularam ganhos superiores a 13% em relação ao fechamento de 31 de julho. O outubro/26 passou de 80,50 para 91,70 cents/lb, alta de 11,20 cents (+13,91%). O dezembro/26 subiu de 81,79 para 93,14 cents/lb, ganho de 11,35 cents (+13,88%). O março/27 avançou de 83,36 para 95,14 cents/lb, valorização de 11,78 cents (+14,13%), enquanto o maio/27 passou de 84,40 para 96,25 cents/lb, alta de 11,85 cents (+14,04%).

De acordo com relatório da Walsh Research & Technology sobre oferta e demanda, os Estados Unidos devem produzir 13,61 milhões de fardos de algodão na safra 2026/27, abaixo dos 13,90 milhões de fardos estimados para 2025/26. Ao mesmo tempo, as exportações norte-americanas são projetadas em 12,30 milhões de fardos, ante 12,20 milhões na temporada anterior.

No cenário mundial, a produção deve recuar de 121,97 milhões para 117,63 milhões de fardos, enquanto o uso doméstico deve avançar de 120,89 milhões para 122,92 milhões de fardos. Com isso, os estoques finais globais são projetados em 69,69 milhões de fardos, contra 74,80 milhões em 2025/26.

O cenário de oferta mais restrita também aparece nas condições das lavouras. O clima quente e seco sustentou o movimento de alta e levou o contrato dezembro a novas máximas. Apenas 37% da safra norte-americana recebeu classificação de boa/excelente em 23 de agosto, enquanto 29% foi considerada ruim/muito ruim. No Texas, apenas 19% da lavoura estava em condição boa/excelente, enquanto em Oklahoma esse percentual era de 5%.

Além dos Estados Unidos, as condições climáticas em outros importantes produtores seguem no radar. A expectativa é de que a seca prejudique a safra de algodão da Índia, enquanto a China enfrenta uma combinação de calor intenso e enchentes. Informações da Reuters apontam que o clima adverso nas regiões agrícolas chinesas vem ameaçando a qualidade e o rendimento de culturas como milho, soja e algodão, com destaque para Xinjiang, principal região produtora de algodão do país.

O cenário global de menor oferta projetado para a temporada 2026/27 também é compatível com as estimativas recentes do USDA, que apontam redução da produção mundial e queda dos estoques diante do consumo superior à oferta.

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