Algodão dispara mais de 2% em NY com mercado atento ao impacto do clima nos EUA
![]()
Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (17) em forte alta na Bolsa de Nova York, ampliando os ganhos registrados ao longo da semana. As cotações avançaram mais de 2% entre os principais contratos negociados, em um mercado que segue atento às condições climáticas nos Estados Unidos e aos possíveis impactos sobre a produção.
O contrato dezembro/26 avançou 2,04 cents (+2,62%), encerrando o dia cotado a 79,79 cents/lb. O vencimento julho/26 subiu 1,89 cent (+2,52%), fechando a 76,90 cents/lb. O outubro/26 registrou ganho de 1,64 cent (+2,11%), para 79,17 cents/lb, enquanto o março/27 avançou 2,03 cents (+2,57%), terminando a sessão cotado a 81,09 cents/lb.
Segundo análise do Barchart, as previsões indicam um padrão mais seco para o oeste do Texas e a região do Panhandle nos próximos dias. Já a porção leste do estado, além da Geórgia e áreas próximas ao Golfo do México, deve registrar volumes mais elevados de chuva.
De acordo com o consultor independente Pery Pasotti Pedro, a forte seca observada entre março e abril nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos foi um dos fatores que impulsionaram os preços do algodão nos últimos meses, levando o contrato dezembro/26 a atingir 88 cents/lb em maio. Posteriormente, a chegada das chuvas e a realização de lucros por parte dos fundos de investimento contribuíram para a correção das cotações.
Agora, conforme destaca Pery Pasotti Pedro, o mercado concentra suas atenções no potencial abandono de áreas cultivadas. Embora as precipitações recentes tenham amenizado parte do estresse hídrico, ainda existe incerteza sobre a efetividade dessas chuvas para evitar perdas mais significativas na safra norte-americana.
Segundo o consultor, caso o abandono alcance cerca de 30% da área plantada, os Estados Unidos poderão deixar de produzir aproximadamente 1 milhão de toneladas de algodão. O volume equivale a mais de 10% das exportações globais da fibra e pode alterar de forma relevante o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.
0 comentário
Sem sessão em NY nesta 6ª feira, algodão acumula ganhos acima de 4% na semana
Exportação de algodão do Brasil será recorde em 2026, diz Anea ao elevar projeção
Algodão fecha com variações mistas após sequência de altas em Nova York
Algodão dispara mais de 2% em NY com mercado atento ao impacto do clima nos EUA
Algodão: chuva derruba preços, mas risco de perda de 1 milhão de toneladas ainda preocupa mercado
Algodão/Cepea: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação