Algodão fecha estável em NY; Cepea aponta mercado lento dentro do país
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Os preços do algodão encerraram a sessão desta quarta-feira (10) com variações mistas e praticamente estáveis na Bolsa de Nova York. O contrato dezembro/26 fechou sem variação, cotado a 75,30 cents/lbp. O vencimento outubro/26 registrou leve alta de 0,05 cent (+0,07%), encerrando a 73,28 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou 0,02 cent (+0,03%), para 76,60 cents/lbp. Já o julho/26 recuou 0,16 cent (-0,22%), fechando a 71,10 cents/lbp.
No Brasil, a comercialização de algodão em pluma está lenta neste início de mês, conforme avaliação do Cepea divulgada nesta quarta-feira. Segundo o Centro de Pesquisas, a dificuldade para alinhar preços e qualidade dos lotes entre compradores e vendedores, somada ao feriado de Corpus Christi na última semana, reduziu a liquidez do mercado.
O Cepea também destacou que a queda recente das cotações internacionais da pluma desestimulou novos negócios, tanto no mercado spot quanto nas negociações futuras. Nas últimas semanas, os preços em Nova York foram pressionados pelo recuo do petróleo e por um andamento mais favorável da safra norte-americana.
Ainda de acordo com o Cepea, vendedores seguem concentrados no cumprimento de contratos a termo e monitorando o desenvolvimento das lavouras, enquanto indústrias mantêm postura cautelosa nas aquisições. Com estoques já disponíveis e volumes previamente contratados atendendo à demanda, as compras têm ocorrido apenas de forma pontual.
No campo, dados da Conab citados pelo Cepea mostram que, até o dia 5, cerca de 78,3% das lavouras da safra 2025/26 estavam em maturação, enquanto 20,6% seguiam em formação de maçãs e 0,9% já havia sido colhido. Segundo a avaliação, as condições das lavouras são, de modo geral, positivas, com desenvolvimento satisfatório em Mato Grosso, enquanto produtores de Mato Grosso do Sul acompanham a disponibilidade hídrica das áreas cultivadas.
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