Preços do algodão seguem sustentado e fecham com ganhos em NY nesta 3ª feira (28)
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Os preços do algodão voltaram a registrar alta na Bolsa de Nova York nesta terça-feira (28), com ganhos moderados entre os principais contratos negociados.
O contrato dezembro/26 avançou 0,14 cent (+0,17%), encerrando o dia cotado a 81,11 cents/lb. O vencimento maio/26 teve leve alta de 0,01 cent (+0,01%), fechando a 77,34 cents/lb. O julho/26 subiu 0,09 cent (+0,11%), para 79,67 cents/lb, enquanto o outubro/26 também registrou ganho de 0,14 cent (+0,17%), terminando a sessão a 81,31 cents/lb.
No mercado interno, os preços também avançaram. O Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada foi cotado a 410,94 centavos de real por libra-peso, com alta diária de 0,36% em 27 de abril. Nos últimos dias, as cotações vêm se mantendo acima do patamar de R$ 4 por libra-peso.
No cenário externo, os preços do petróleo bruto registraram o segundo dia consecutivo de valorização, atingindo os níveis mais altos das últimas semanas. O movimento ocorre em meio ao impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, que mantém o Estreito de Ormuz fechado, restringindo a oferta global de petróleo.
A elevação dos preços do petróleo também aumentou as expectativas de inflação nos Estados Unidos, fator que pode indicar uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve. Nesse ambiente, o dólar manteve seus ganhos após o índice de confiança do consumidor norte-americano, divulgado pelo Conference Board em abril, subir inesperadamente para o maior nível em quatro meses.
Do lado dos fundamentos, dados do relatório Crop Progress do National Agricultural Statistics Service (NASS) dos Estados Unidos, indicaram que 16% da safra de algodão dos EUA havia sido plantada até 26 de abril, ritmo 3 pontos percentuais acima da média de cinco anos, de 13%.
Entre os principais estados produtores, apenas Geórgia, Luisiana, Carolina do Sul e Virgínia apresentaram atraso em relação ao ritmo normal de plantio. Já o estado do Texas registrou avanço de 20% da área plantada, ligeiramente acima da média histórica de 19%.
No Brasil, nesta terça-feira, a StoneX revisou para cima sua estimativa para a safra 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.
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