Preços do algodão fecham em baixa nesta 3ª feira (7) em Nova York
![]()
Os preços do algodão fecharam em baixa nesta terça-feira (7) na Bolsa de Nova York. Análises apontam que o relatório do USDA de avanço do plantio trouxe ajustes considerados neutros a levemente negativos para o mercado.
Na sessão, o vencimento maio/26 recuou 0,36 cent (-0,50%), fechando a 71,31 cents/lbp. O julho/26 caiu 0,30 cent (-0,41%), para 73,54 cents/lbp. O outubro/26 registrou baixa de 0,18 cent (-0,24%), encerrando a 75,62 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdeu 0,28 cent (-0,37%), terminando o dia cotado a 75,47 cents/lbp.
Os ajustes mensais divulgados pelo USDA para o mercado global de algodão em março tiveram impacto considerado neutro a levemente negativo, conforme análise do pesquisador John Robinson, publicada pelo portal Farm Progress.
Do lado da oferta, não houve mudanças nos estoques iniciais, repetindo o padrão observado no relatório anterior. O aumento da produção na Índia, estimado em 800 mil fardos, foi parcialmente compensado por reduções em outros países produtores.
Na demanda, o consumo mundial registrou leve queda, já que o aumento na China foi neutralizado por recuos em outras regiões. Com a produção global avançando mais do que os demais componentes do balanço, os estoques finais mundiais subiram 1,28 milhão de fardos em relação ao mês anterior. Segundo Robinson, historicamente, esse tipo de movimento tende a ter efeito neutro ou levemente baixista sobre os preços.
Nos Estados Unidos, o balanço de oferta e demanda permaneceu praticamente inalterado entre fevereiro e março, cenário considerado esperado diante da disponibilidade limitada da safra anterior. A demanda segue sem sinais claros de crescimento, e os estoques finais projetados para a temporada 2025/26 continuam próximos aos níveis do ciclo anterior, o que, de acordo com o analista, ajuda a explicar a estabilidade observada nos preços desde o fim de 2024.
0 comentário
Sem sessão em NY nesta 6ª feira, algodão acumula ganhos acima de 4% na semana
Exportação de algodão do Brasil será recorde em 2026, diz Anea ao elevar projeção
Algodão fecha com variações mistas após sequência de altas em Nova York
Algodão dispara mais de 2% em NY com mercado atento ao impacto do clima nos EUA
Algodão: chuva derruba preços, mas risco de perda de 1 milhão de toneladas ainda preocupa mercado
Algodão/Cepea: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação