Algodão fecha em baixa na Bolsa de Nova York nesta sexta-feira (27)
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O mercado futuro do algodão encerrou a sessão desta sexta-feira (27), em queda na Intercontinental Exchange (ICE), refletindo um ambiente mais cauteloso nos mercados, influenciado por fatores macroeconômicos e técnicos.
Os contratos com vencimento em março/26 fecharam a 63,61 cents por libra-peso, com alta de 25 pontos em relação à abertura, um avanço técnico pontual, que, no entanto, não foi suficiente para sustentar o dia. Os contratos de maio/26 encerraram a 65,61 cents/lb, também com alta de 25 pontos, assim como os de junho/26, que fecharam a 67,32 cents/lb, com ganho de 25 pontos.
Apesar dos ajustes positivos pontuais dos contratos em relação à abertura do dia, o balanço geral do mercado foi de fraqueza frente ao cenário externo e às condições técnicas observadas ao longo do pregão.
Analistas destacam que os preços do algodão são pressionados por um contexto de mercados financeiros globais mais voláteis e avessos ao risco. Dados econômicos mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos, como o Índice de Preços ao Produtor (PPI) acima das projeções, têm impactado negativamente os mercados acionários e aumentado a cautela entre investidores, o que pode reduzir o apetite por ativos considerados mais arriscados, como commodities agrícolas.
Além disso, a valorização do dólar em relação a outras moedas tem sido um fator de pressão sobre as commodities cotadas em dólar, quando a moeda americana se fortalece, as exportações americanas tendem a ficar menos competitivas, o que pode limitar a demanda externa por algodão.
No Brasil, embora o mercado físico de algodão esteja em período de entressafra, com oferta relativamente estável e procura que se mantém dentro de patamares normais, os produtores seguem acompanhando de perto as oscilações internacionais porque o comportamento das cotações no exterior influencia diretamente a formação de preços internos da pluma.
Assim, o fechamento de hoje reflete uma combinação de ajustes técnicos no mercado futuro, pressões macroeconômicas globais e a atuação de investidores em um ambiente de maior cautela, fatores que se sobrepõem a movimentos pontuais de alta intra-dia nos contratos.
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