Algodão fecha em alta nesta quinta-feira com suporte externo e volumes moderados
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O mercado do algodão fechou em alta nesta quinta-feira (19) na Bolsa de Nova York, com os principais contratos refletindo um movimento positivo no fim do pregão. O vencimento março/26 terminou cotado a 61,93 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 38 pontos. O contrato maio/26 fechou a 64,14 centavos/lb, com ganho de 38 pontos, e junho/26 encerrou a 65,73 centavos/lb, com alta de 26 pontos.
Os dados de volume divulgados durante o dia mostram que a atividade de negociação ficou mais moderada, com cerca de 29.688 contratos estimados negociados, um recuo em relação às sessões anteriores, e open interest em 338.553 posições, indicando redução de posições em aberto no mercado futuro. Esses números sugerem que, apesar da recuperação dos preços, o ritmo de negociação não apresentou aceleração significativa ao longo do dia.
Além disso, operadores seguem atentos ao cenário global de oferta e demanda da pluma. Relatórios recentes mostram que a produção mundial ainda supera o consumo acumulado para a temporada atual, mantendo pressão estrutural sobre os preços, mesmo com oscilações de curto prazo no mercado futuro.
No front comercial, a Índia continua no foco dos mercados. Dados recentes mostram que os volumes de importação da Índia de algodão entre abril e janeiro atingiram cerca de US$ 1,79 bilhão, impulsionados por demandas industriais e necessidade de suprir lacunas domésticas.
Enquanto isso, o Brasil intensificou esforços diplomáticos e comerciais na Ásia. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está integrando a comitiva presidencial em missão oficial à Índia e à Coreia do Sul, onde estão previstas reuniões com autoridades e representantes do setor agropecuário para ampliar laços de cooperação e facilitar o acesso de produtos brasileiros a esses mercados.
Esse contexto externo, com foco em comércio e grandes importadores da fibra, ajuda a explicar parte do otimismo observado no fechamento, mesmo diante de um cenário de oferta ainda ampla e negociações mais cautelosas nas últimas sessões.
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