Algodão: Desvalorização da pluma e cautela dos vendedores freiam negociações no mercado físico
O mercado físico de algodão no Brasil apresentou um desempenho fraco ao longo da semana, com preços em queda e negociações limitadas. Na segunda-feira (14), os preços começaram mais baixos e o movimento foi lento. Na terça-feira (15), o ritmo permaneceu semelhante, com vendedores cautelosos e retraídos, enquanto alguns negócios foram feitos para a safra de 2025. Na quarta-feira (16), o mercado teve um leve aquecimento pela manhã, impulsionado por algumas tradings, mas o volume de negócios não se mostrou significativo, mesmo com a alta na Bolsa de Nova York. Finalmente, na quinta-feira (17), os preços continuaram a cair, levando os vendedores a se retraírem ainda mais, travando as negociações.
Para a pluma paga ao produtor em Rondonópolis, no Mato Grosso, o valor caiu 0,76% e ficou em R$ 3,76 por libra-peso no dia 17, o que corresponde a R$ 124,30 por arroba. Na comparação com a quinta-feira (10) da semana passada, quando a pluma trocava de mãos a R$ 3,78 por libra-peso (ou R$ 125,12 por arroba), caiu 0,66%.
A indústria local seguiu devagar e apareceu pouco. A ideia para o algodão colocado no CIF de São Paulo, na quinta (17), ficou em torno de R$ 3,97/libra-peso, uma queda de 0,50%. Este valor é o mesmo de uma semana e de um mês atrás.
Já o algodão negociado dentro do Porto de Santos caiu, acompanhando a desvalorização na Bolsa de Nova York. Encerrou o dia 17 cotado a 67,65 centavos de dólar/libra-peso. Apesar das perdas internas e nos referenciais internacionais, o valor do prêmio pago pelo algodão brasileiro ante o contrato dez/24 seguiu competitivo, com deságio ficou de -3,11 centavos/libra-peso. Há uma semana, o valor era negativo em -3,22 centavos/libra-peso e, há um mês, em -3,35 centavos/libra-peso contra ICE US.
Safra 2024/25 – Conab
A safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2024/25 está estimada em 3,665 milhões de toneladas, recuo de 0,2% na comparação com as 3,673 milhões de toneladas indicadas na safra 2023/24. Os números fazem parte do 1o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2024/25.
A produtividade das lavouras está estimada em 1.831 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 1.889 quilos por hectare na temporada 2023/24. A área plantada com algodão na temporada 2024/25 está estimada em 2,001 milhões de hectares, elevação de 2,9% na comparação com os 1,944 milhão de hectares da safra passada.
O Mato Grosso, principal Estado produtor, deverá colher uma safra de algodão em pluma de 2,608 milhões de toneladas, número que representa um recuo de 1,2% ante 2023/24, quando foram produzidas 2,639,1 milhões de toneladas.
A Bahia, segundo maior produtor de algodão, deve colher 697,4 mil toneladas de algodão em pluma, elevação de 0,9% sobre 2023/24 (691,4 mil toneladas). Goiás deverá ter uma safra 2024/25 de 55,3 mil toneladas, um recuo de 8,4% sobre 2023/24 (60,4 mil toneladas).
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