Demanda doméstica do algodão ficou voltada para disponível e futuro, mas sem volume expressivo
O mercado físico de algodão teve uma semana com demanda voltada tanto para o disponível, como para o futuro, mas sem volume expressivo. De um lado, tradings trabalhando com negócios para entrega para a safra 2024/25, enquanto a indústria ficou negociando da mão para boca, informou a Safras Consultoria.
O preço da pluma domésticas subiu na semana, fechando a quinta (25) cotada no CIF de São Paulo a R$ 4,00 por libra-peso sem ICMS. A alta foi de 1,27% em relação ao valor de R$ 3,95 por libra-peso da quinta-feira passada (18). Já o valor do algodão dentro do porto FOB exportação de Santos encerrou negociado a 75,22 centavos de dólar ante 73,02 centavos de dólar/libra-peso de uma semana atrás.
Devido a esses valores, o prêmio pago pelo algodão brasileiro na Bolsa de Nova York no contrato Julho/24 ficou mais apertado, indicado a -5,86 centavos/libra-peso. Há uma semana era -7,59 centavos/libra-peso contra ICE US.
Custo Operacional Efetivo – Imea
O projeto Acapa-MT divulgou o relatório dos custos de produção para Mato Grosso referente a março/24. O Custo Operacional Efetivo (COE) para a safra 2024/25 do algodão exibiu retração de 0,22% em relação a fevereiro/24, e foi estimado em R$ 13.408,01/ha. Ainda, quando comparado com o consolidado da safra 2023/24, a diminuição é de 2,09%. No comparativo mensal, a queda no custo foi pautada pela redução de 0,47% no dispêndio com fertilizantes e corretivos, em especial a classe dos macronutrientes, que diminuíram 0,45% em relação a fevereiro/24.
Já quanto aos custos entre as safras 2023/24 e 2024/25, o resultado se dá, principalmente, pelo menor gasto com operações de pós-produção, como classificação e beneficiamento, que exibiram baixa de 49,75%.
Por fim, considerando a produtividade da safra 2023/24, o cotonicultor necessita negociar sua pluma por pelo menos R$ 113,39/arroba para cobrir seu COE. As informações partem do Imea.
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