Perdas do algodão em NY se refletiram no mercado brasileiro
O algodão registrou perdas na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que baliza a comercialização internacional, nesta semana e isso se refletiu no mercado físico brasileiro de algodão. Segundo a Safras Consultoria, a demanda que vinha aquecida, acabou diminuindo o ritmo e a comercialização foi moderada.
A Safras Consultoria observa que houve trading com interesse para entrega em 2025, enquanto a indústria local trabalhou da mão para boca, com alguns negócios para 30 dias.
Na Bolsa de Nova York, para o contrato de maior liquidez (Maio/24), a pluma de algodão encerrou esta quinta-feira (14) cotada a US$ 93,48 cents/lb, uma queda de 5,84% em relação ao valor de US$ 99,28 cents/lb da quinta da semana anterior (07).
No CIF do polo industrial de São Paulo, a pluma doméstica caiu 1,85%, com o valor negociado a R$ 4,25 por libra-peso ante R$ 4,33 por libra-peso sem ICMS de uma semana atrás. Já o prêmio pago pelo algodão brasileiro segue barato na ICE US, indicado a -11,03 cents/lb. Há uma semana o diferencial era -14,42 cents/lb contra o contrato Maio/24.
Conab
A safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2023/24 está estimada em 3,560 milhões de toneladas, aumento de 12,2% na comparação com as 3,173 milhões de toneladas indicadas na safra 2022/23. Os números fazem parte do sexto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2023/24, divulgado hoje. No quinto levantamento, eram esperados 3,288 milhões de toneladas.
A produtividade das lavouras está estimada em 1.839 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 1.907 quilos por hectare na temporada 2022/23. A área plantada com algodão na temporada 2023/24 está estimada em 1,935 milhão de hectares, elevação de 16,3% na comparação com os 1,663 milhão de hectares da safra passada.
O Mato Grosso, principal Estado produtor, deverá colher uma safra de algodão em pluma de 2,6 milhões de toneladas, número que representa um avanço de 15,5% ante 2022/23, quando foram produzidas 2,251 milhões de toneladas.
A Bahia, segundo maior produtor de algodão, deve colher 626,7 mil toneladas de algodão em pluma, elevação de 0,1% sobre 2022/23 (626,2 mil toneladas). Goiás deverá ter uma safra 2023/24 de 61 mil toneladas, um avanço de 17,3% sobre 2022/23 (52 mil toneladas).
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