Beneficiamento e análise da qualidade da fibra ganham ritmo no Brasil
Com a finalização da colheita de algodão na maioria dos estados produtores, o beneficiamento avança e totaliza 79% da produção, assim como a análise da qualidade da pluma (HVI), que atingiu 55%. Os dados constam no Relatório de Safra divulgado nesta quarta-feira (19), pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
Estimativas apontam para uma safra colhida de 2,5 milhões de toneladas de pluma (2021/2022) e 3,3 milhões de toneladas de caroço no Brasil. Um dos processos essenciais para preservar a qualidade desse produto é o beneficiamento de algodão. Com relação a isso, a Abrapa possui o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) que tem como objetivo garantir o resultado de origem, dar credibilidade e transparência para as análises de HVI realizados pelos laboratórios de classificação instrumental que operam no País. Os dados de classificação são todos informatizados e os processos são equiparados aos dos maiores produtores mundiais de algodão. Esse atestado da qualidade fardo a fardo é fundamental para a fiação e a indústria têxtil fabricar o melhor produto.
Exportações
O Brasil exportou 247,3 mil toneladas no acumulado de agosto 2022 a setembro de 2022, os dois primeiros meses do calendário de exportação, totalizando uma receita de US$ 500,1 milhões. O volume embarcado foi 29,5% superior ao registrado no mesmo período de 2021.
No acumulado de agosto a setembro de 2022, a China foi o principal destino das exportações brasileiras, totalizando 99,7 mil toneladas, representando 40% das exportações acumuladas. O montante dobrou a participação nesse início de ano comercial.
Projeção safra 2022/2023
As primeiras estimativas para a safra 2022/23 de algodão no Brasil, apontam elevação da área plantada de algodão de 9,3%, ficando em 1,78 milhões de hectares. A produção no período é projetada em 3,1 milhões de toneladas, uma variação de 27% ante os atuais 2,5 milhões de toneladas.
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