Laboratório pronto para a colheita de algodão em Goiás
A colheita de algodão em Goiás na safra 2020-2021 está prestes a começar. E para conseguir atender toda a demanda de classificação da pluma, o Laboratório de Classificação Visual e Tecnológica da Fibra de Algodão da Agopa se antecipou à colheita e está pronto para agir.
As amostras estão previstas para chegar ao Laboratório a partir de junho. As máquinas de análise em HVI e Pegajosidade (H2SD) estão revisadas, assim como seu sistema de climatização Schiller, e todo o laboratório preparado para receber as amostras colhidas em Goiás e no Centro-Oeste.

Mesmo enquanto a colheita não começa em Goiás, o Laboratório da Agopa já recebe amostras do estado de São Paulo, onde a pluma começou a ser colhida no final de abril. Este trabalho serve como um aquecimento para o grande volume de amostras que o Laboratório vai receber.
Em relação à safra 2019-2020, as amostras foram analisadas até o mês de abril, e somaram 839.440 amostras em HVI, 42.050 em H2SD e 96.932 análises visuais, e fizeram com que o Laboratório atingisse a marca total de 978.422 análises. O número fica próximo do recorde registrado na safra 2018-2019, quando o Laboratório totalizou 1.060.541 análises (952.117 em HVI, 49.170 de H2SD-pegajosidade e 59.254 análises visuais).
ISO 17025

Um dos principais objetivos do Laboratório de Classificação Visual e Tecnológica da Fibra de Algodão da Agopa é conquistar o certificado ISO-NBR 17025, que atesta a excelência nos processos de análise laboratorial. Em abril, o laboratório recebeu a visita de auditores contratados para avaliar a implementação das normativas que regem a ISO-NBR 17025.
Os auditores foram contratados pelo Laboratório para avaliar os aspectos técnicos e administrativos exigidos pela ISO. Foram avaliados itens como a estrutura, equipamentos, competência técnica e rastreabilidade, num total de 16 itens e seus detalhamentos. A auditoria foi coordenada pelo auditor e vice-presidente da Rede Metrológica de Goiás, Joilson Inácio. “É um laboratório com estrutura de referência para análise da fibra de algodão no Centro-Oeste”, avalia.
A auditora Adelaide Rebouças encabeçou a análise administrativa dos processos e considera que o sistema de gestão foi bem implantado no Laboratório. “Por ser uma primeira auditoria, existem adequações a serem feitas, isso é natural”, afirma.
Entre os pontos fortes destacados pelos auditores, estão a estrutura física, a capacidade técnica da equipe e dos equipamentos e os controles ambientais. “A ISO 17025 observa muito a competência técnica, ou seja, a capacidade de emitir resultados cada vez mais confiáveis, ou seja, tecnicamente válidos”, explica.

Esta capacidade técnica destacada na auditoria é fruto de uma equipe preparada e sistematicamente treinada para as tarefas do laboratório. As equipes administrativa e operacional trabalham dentro das normas da USDA e ICA-Bremen que regem o setor, e dos padrões exigidos pela ISO 17025, o que garante segurança e confiabilidade nos resultados.
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