Algodão segue em ritmo normal em MT
Apesar da pandemia do Covid-19 ter afetado diversas áreas econômicas do país, o setor do algodão tem conseguido embarcar o restante dos contratos da safra agrícola 18/19, cujo ciclo deve se encerrar em julho de 2020. De acordo com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), a safra agrícola 2019/20 já foi comercializada em nível de 75% de sua expectativa de produção e, até o presente momento, não houve comunicação de intenção, pelo comprador, de rompimento desses contratos. “Os contratos estão sendo cumpridos pelas trades sem nenhum atraso”, afirmou o presidente da associação, Paulo Sérgio Aguiar.
No Brasil, devido à quarentena em diversos estados, os prazos de entrega e pagamentos estão sendo reformulados, uma vez que a maioria das indústrias estão fechadas neste momento. “Não há nenhuma manifestação diferente disso no mercado, os produtores têm renegociado esses prazos diretamente com os compradores, caso a caso, sem nenhum prejuízo até agora”, apontou.
O Brasil é o 5º maior produtor de algodão do mundo, com colheita estimada em mais de 2,5 milhões de toneladas de pluma apenas nesta safra. Para alcançar alta produtividade e se manter entre os maiores produtores de algodão do mundo na safra 20/21, o plantio vai requerer uma atenção especial.
Segundo Paulo Aguiar, até o final do mês de maio os produtores devem fechar o planejamento da próxima safra. “Neste período será necessário analisar o consumo mundial da pluma e verificar o impacto que pode haver ou não, após a pandemia. Para o abastecimento do mercado interno, temos que levar em consideração que 90 mil toneladas de pluma deveriam ter sido consumidas pelo mercado interno e não foram, devido aos efeitos da pandemia. Esse estoque deverá ser consumido no decorrer dos próximos meses, reduzindo, assim, a quantidade de pluma demandada pela indústria nacional no decorrer do ano”.
O presidente ressaltou ainda que esse cenário deverá ser levado em conta no planejamento da próxima safra. “O quanto será afetado a área para a safra 20/21, dependerá muito de como os contratos de compra e venda serão performados, se o cumprimento dos contratos ocorrerem dentro da normalidade e os preço futuros no mercado internacional subirem, possibilitando o travamento de preços, que vão começar a acontecer a partir do meio do ano, a redução poderá ser pequena, caso contrário, a redução poderá ser drástica. Temos que ponderar as boas condições das lavouras no campo, uma vez que o clima está favorável em Mato Grosso”, explicou.
Com a alta do dólar, os custos de produção também devem aumentar para a próxima safra, o que deve impactar o investimento em novos equipamentos e maquinários. “Cerca de 70% dos custos de produção está atrelado ao dólar, então o produtor vai fazer as contas para manter a safra com baixo custo de plantio, sem abrir mão da tecnologia de produção que garante uma boa safra”, finalizou Paulo Aguiar.
0 comentário
Exportação de algodão tem recorde para abril, mês historicamente mais fraco, diz Anea
Preços do algodão recuam novamente na Bolsa de Nova York
Preços do algodão recuam na Bolsa de Nova York nesta 4ª feira
Algodão/Cepea: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade
Algodão avança em NY e contrato dezembro/26 fecha no patamar dos 85 cents/lb
Algodão recua em NY, mas preços seguem acima dos 80 cents/lbp