Minério de ferro sobe com aumento dos custos de frete e do petróleo

Publicado em 31/08/2026 08:30 | Atualizado em 31/08/2026 09:00
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Por Emily Ou Yong

CINGAPURA, 31 Ago (Reuters) - Os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta segunda-feira, impulsionados pelo aumento dos custos de frete e do petróleo, embora a alta nos preços do carvão de coque tenha pressionado as margens das siderúrgicas e limitado os ganhos.

O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE),na China fechou o pregão diurno com alta de 0,76%, a 727 iuanes (US$108,18) por tonelada.

A referência de minério de ferro para setembro na Bolsa de Cingapura subia n1,16%, para US$99,7 por tonelada.

Os preços do petróleo eram negociados nesta segunda-feira com alta de mais de 2% depois que os EUA atacaram uma ilha iraniana no Estreito de Ormuz e sofreram retaliação de Teerã, à medida que o conflito entre os dois países se estendia para o sexto mês.

O aumento dos preços do petróleo e dos custos de transporte formou um suporte mínimo para os preços do minério de ferro, afirmaram analistas da corretora chinesa Everbright Futures em nota.

No entanto, o aumento dos preços do carvão de coque continua a pressionar os lucros das siderúrgicas, limitando uma alta adicional na produção de ferro quente e deixando as usinas com pouco incentivo para reabastecer seus estoques, disseram os analistas.

A taxa de operação dos altos-fornos entre 247 siderúrgicas caiu para 82,32% na semana passada, uma queda de 0,48 ponto percentual, enquanto a produção diária de ferro-gusa recuou 10.800 toneladas, para 2,37 milhões de toneladas, segundo dados da consultoria Mysteel.

O índice de gerentes de compras (PMI) do setor não manufatureiro da China, que abrange serviços e construção, permaneceu inalterado em 49,0, igualando a leitura de julho, a mais fraca desde dezembro de 2022.

As ações do setor imobiliário chinês caíram nesta segunda-feira, depois que mudanças regulatórias destinadas a reestruturar o sistema de venda de imóveis novos antes da conclusão das obras geraram preocupações com fluxo de caixa e novas retrações nos investimentos imobiliários.

(Reportagem de Emily Ou Yong)

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