Trump analisará normas na indústria de carne bovina, enquanto produtores se opõem ao plano de tarifas

Na semana passada, Trump afirmou que planeja reduzir temporariamente as tarifas sobre algumas importações de carne bovina, em uma tentativa de diminuir os preços da carne, que estão em níveis recordes
Publicado em 26/08/2026 14:57 | Atualizado em 26/08/2026 15:47
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WASHINGTON, 26 Ago (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira no programa de Glenn Beck que vai analisar se há regulamentações excessivas nas fábricas de processamento de carne bovina, depois que Beck sugeriu que uma redução na regulamentação permitiria que agricultores e pecuaristas realizassem seus próprios abates.

O governo Trump tem tomado medidas para reduzir a regulamentação em todo o governo.

Beck pediu a Trump que "analisasse o cartel que é o setor de processamento de carne" e sugeriu que a redução da regulamentação do Departamento de Agricultura facilitaria que pecuaristas de menor porte processassem sua própria carne bovina.

"Isso poderia ser uma ótima ideia para os pecuaristas", disse Trump. "Tenho ouvido apenas coisas ruins sobre isso -- são quatro empresas, e é um monopólio."

Quatro empresas controlam cerca de 85% do processamento de carne nos EUA: Cargill; Tyson Foods; JBS USA; e National Beef Packing Co.

Duas delas, JBS USA e National Beef, são detidas pelas brasileiras JBS e MBRF.

No ano passado, o Departamento de Justiça informou que estava investigando se as empresas de frigoríficos estavam elevando ilegalmente os preços da carne bovina ao consumidor.

Na semana passada, Trump afirmou que planeja reduzir temporariamente as tarifas sobre algumas importações de carne bovina, em uma tentativa de diminuir os preços da carne, que estão em níveis recordes.

A medida foi criticada por grupos agrícolas, incluindo o principal lobby agrícola, a American Farm Bureau Federation.

O presidente da AFBF, Zippy Duvall, instou Trump, em uma carta enviada na terça-feira, a reconsiderar o plano, argumentando que ele "prejudicará os pecuaristas... dos Estados Unidos, que trabalham incansavelmente para produzir alimentos para as famílias americanas".

A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse aos repórteres na Casa Branca na terça-feira que não sabia quais países estavam incluídos no anúncio de Trump.

(Reportagem de Bo Erickson e Katharine Jackson)

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